sábado, 14 de maio de 2011

Resumo: teoria e prática
Resumo é uma condensação fiel das ideias ou fatos contidos no texto. Resumir um texto significa reduzi-lo ao seu esqueleto essencial sem perder de vista três elementos:
a)      Cada uma das partes essenciais do texto;
b)      A progressão em que elas acontecem;
c)      A correlação que o texto estabelece  entre cada uma delas.
O resumo é, pois, uma redução do texto original, procurando captar suas idéias essenciais, na progressão e no encadeamento em que aparecem no texto. Quem resume deve exprimir, em estilo objetivo, os elementos essenciais do texto. Por isso não cabem,  num resumo, comentários ou julgamentos ao que está sendo condensado.

Muitas pessoas julgam que resumir é reproduzir frases ou partes de frases do texto original, construindo uma espécie de "colagem". Essa colagem de fragmentos do texto original não é um resumo. Resumir é apresentar com as próprias palavras, os pontos relevantes de um texto. A reprodução de frases do texto, em geral, atesta que ele não foi compreendido.

Para elaborar um bom resumo, é necessário compreender antes o conteúdo global do texto. Não é possível ir resumindo a medida que se vai fazendo a primeira leitura. É evidente que o grau de dificuldade para resumir um texto depende basicamente de dois fatores:
a) da complexidade do próprio texto (seu vocabulário, sua estruturação sintático-semântica, suas relações lógicas, o tipo de assunto tratado etc.);
b) da competência do leitor (seu grau de amadurecimento intelectual, o repertorio de informações que possui, a familiaridade com os temas explorados).

Dicas para se fazer um bom resumo:
  1. Ler uma vez o texto ininterruptamente, do começo ao fim. Essa primeira leitura deve ser repetida até o aluno ser capaz de responder à seguinte questão: do que trata o texto?
  2. Uma segunda leitura é sempre necessária. Mas esta, com o lápis na mão, para compreender  melhor o significado de cada palavra ou expressão desconhecida ( se necessário recorra ao dicionário), deve-se prestar atenção nas palavras relacionais, isto é, aos elementos de coesão;
  3. Num terceiro momento, tentar fazer uma segmentação do texto em blocos de ideias que tenham alguma unidade de significação. Ao se resumir um texto pequeno pode-se adotar como critério de segmentação a divisão em parágrafos, oposição entre personagens, oposição de espaço e tempo, capítulos, enfim cada texto apresenta indícios de qual melhor opção para segmentá-lo.
  4. Dar a redação final com suas palavras, procurando não só condensar os segmentos, mas encandeá-los na progressão em que se sucedem no texto, estabelecendo as relações entre entres.

Nós, antropólogos sociais, que sistematicamente estudamos sociedades diferentes, fazemos isso quando viajamos. Em contato com sistemas sociais diferentes, tomamos consciência de modalidades de ordenação espacial diversas que surgem aos nossos sentidos de modo insólito, apresentando problemas sérios de orientação (...). E foi  curioso e intrigante descobrir em Tóquio que as casas têm um sistema de endereço personalizado e não impessoal como no nosso. Tudo muito parecido com as cidades brasileiras do interior onde, não obstante cada casa ter um número e cada rua um nome, as pessoas informam ao estrangeiro a posição das moradias de modo personalizado e até mesmo intimo: "A casa do Seu Chico fica ali em cima... do lado da mangueira... é uma casa com cadeiras de lona na varanda... tem janelas verdes e telhado  bem velho...fica logo depois do armazém do Seu Ribeiro..."Aqui, com vemos, espaço se confunde com a própria ordem social de modo que, sem entender a sociedade com suas redes de relações sociais e valores, não se pode interpretar como o espaço é concebido. Alias, nesses sistemas, pode-se dizer que o espaço não existe como uma dimensão social independente e individualizada, estando sempre misturado, interligado ou "embebido" – como diria Karl Polanyi – em outros valores que servem para orientação geral. No exemplo, sublinhei a expressão "em cima" para revelar precisamente esse aspecto, dado que a sinalização tão banalizada no universo social brasileiro do "encima" e do "em baixo" nada tem a ver com altitudes topograficamente assinaladas, mas exprimem regiões sociais convencionais e locais. Às vezes querem indicar antiguidades ( a parte mais velha da cidade fica mais "em cima") , noutros casos pretender sugerir segmentação social e econômica: quem mora ou trabalha "embaixo" é mais pobre e tem menos prestigio social e recursos econômicos. Tal era o caso da cidade de Salvador no período colonial, quando a chamada "cidade baixa", no dizer de um historiador do período "era dominada pelo comercio e não pela religião" (dominante, junto com os serviços públicos mais importantes, na "cidade alta"). "No cais – continua ele dando razão aos nossos argumentos – marinheiros, escravos e estivadores exerciam controle e a área  muito provavelmente fervilhava com a mesma bulha que lá se encontra hoje em dia" (Cf. Schwartz, 1979:85). Do mesmo modo e pela mesma sorte de lógica social, são muitas as cidades brasileiras que possuem sua "rua Direita" mas que jamais terão, penso eu, uma "rua Esquerda"! Foi assim no caso do Rio de Janeiro, que além de  ter a sua certíssima rua Direita, realmente localizada à direita do largo do Paço, possuía também  as suas ruas dos Pescadores, Alfândega, Quitanda (onde havia comercio de fazenda), Ourives – dominada por joalheiros e artífices de metais raros – e  muitas outras, que denunciavam com seus nomes as atividades que nelas de desenrolavam. Daniel P. Kidder, missionário norte-americano que aqui residiu entre 1837 e 1840, escreveu uma viva e sensível descrição das ruas do Rio de Janeiro e do seu "movimento", não deixando de ressaltar no seu relato alguma surpresa pelos seus estranhos nomes e sua notável, diria eu, metonímia ou unidade de continente e conteúdo.

Ora tudo isso contrasta claramente com modo de assinalar posições nas cidades norte-americanas, onde as coordenadas de indicação são positivamente geométricas, decididamente topográficas e, por causa disso mesmo, pretendem-se estar classificadas por um código muito mais universal e racional. Assim, as cidades dos Estados Unidos se orientam muito mais em termos de pontos cardeais – Norte/Sul, Leste/Oeste – e de um sistema numeral para ruas e avenidas, do que por qualquer acidente geográfico, ou qualquer episodio histórico, ou – ainda -  alguma característica social e/ou política. Nova  Yorque, conforme todos sabemos, é o exemplo mais bem-acabado disso que é, porém, comum a todos os Estados Unidos. Se lá então é mais fácil para um brasileiro  navegar socialmente nas cidades e estradas, é simplesmente porque ele ( ou ela) não está habituado a uma forma de denotar o espaço onde a forma de notação surge de modo mais individualizado, quantificado e impessoalizado. (659 palavras)
DA MATTA, Roberto. A casa e a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil. São Paulo, Brasiliense, 1985. p. 25-7



Depois de ler o texto do começo ao fim, veremos que ele  trata do modo distinto como cada sistema social organiza o espaço.

Depois percebemos o movimento do texto: afirmação de que existem diferentes maneiras de ordenação espacial e, em seguida, ilustração dessa idéia, comparando a maneira de ordenar e denominar o espaço nas cidades brasileiras e a de fazer a mesma operação  nas cidades norte-americanas

O texto divide-se em duas grandes partes: a proposição e ilustração. A segunda parte divide-se segundo o critério de oposição espacial: Brasil X Estados Unidos (Tóquio não é levada em conta, porque a observação a respeito dos endereços no Japão serve apenas para introduzir o problema da indicação dos endereços no Brasil). Para facilitar, podemos segmentar o texto em três partes:

1º "Nós, antropólogos sociais" até "problemas sérios de orientação";

2º "E foi curioso e intrigante" até "unidade de continente e conteúdo";

3º "Ora, tudo isso contrasta" até o fim.

As partes se resumem da seguinte maneira:

1º existência de uma ordenação espacial peculiar a cada sistema social;
2º Brasil – ordenação e denominação do espaço a partir de critérios pessoais, sociais;
3º Estados Unidos – ordenação e denominação do espaço a partir de critérios impessoais.

            Cada sistema social concebe a ordenação do espaço de uma maneira típica. No
Brasil, o espaço não é concebido como um elemento independente dos valores sociais, mas está embebido neles. Expressões como "em cima" e "em baixo", por exemplo, não exprimem  propriamente a noção de altitudes mas indicam regiões sociais. As avenidas e ruas recebem  nomes indicativos de episódios históricos , de acidentes geográficos ou de alguma característica social ou política. Nas cidades norte-americanas, a orientação espacial é feita pelos pontos cardeais e as ruas e avenidas recebem um número e não um nome. Concebe-se, então,  o espaço como um elemento dotado de impessoalidade, sem qualquer relação com os valores sociais. (111 palavras)


Exercícios:

A - Resuma o excerto a seguir transcrito, constituído por trezentas e oitenta e nove palavras, num texto de cento e quinze.
Antes de iniciar o teu resumo, lê  atentamente as observações apresentadas em final de página.

Muito em síntese, pode ver-se a poesia portuguesa dos últimos cento e cinquenta anos dividida em três largos períodos, cada um deles inaugurado por um movimento de vanguarda e constituído, depois, por fases semelhantes - paralelas ou sucessivas - de afirmação, correcção e dissolução do próprio movimento inicial. As datas inaugurais seriam precisamente 1825 - o ano da publicação do poema Camões, de Garrett -, 1865 - o ano da publicação das Odes Modernas, de Antero - e 1915 - o ano do aparecimento do Orpheu, com Fernando Pessoa à testa do movimento modernista. Tal como Garrett fora a figura central do vanguardismo romântico de 1825 e Antero o vulto polarizador do vanguardismo realista da geração de 70, Fernando Pessoa é o corifeu(1) do vanguardismo de 1915. Entre as personalidades e os destinos destes três poetas - que não foram apenas poetas, mas também espíritos muito lúcidos e profundamente interessados pelos problemas da Cultura -, e a despeito das inegáveis diferenças que os separam, muitos são, todavia, os pontos de contacto que ante a nossa atenção ganham relevo: Garrett tinha 26 anos ao publicar o poema Camões; Antero, 23, ao editar as Odes Modernas; e Pessoa, 26, ao lançar-se na aventura do Orpheu. Dir-se-ia, desde já, que há uma idade sobremodo propícia - ao redor dos 25 anos, no limiar, portanto, da maturidade - para se desempenhar, voluntariamente ou não, o papel de condottiere(2) literário. Por outro lado, morrem os três à volta dos 50 anos - Garrett com 55, Antero com 49, Pessoa com 47-, sem assistir nenhum deles à completa dissolução dos vanguardismos que tinham iniciado. Dir-se-ia, agora, que o Destino desejou poupá-los a semelhante espectáculo, ou impedir que eles próprios nele participassem. Muito mais importantes, porém, do que estes dados cronológicos são determinados aspectos íntimos, que por igual os caracterizam.
          Trata-se, com efeito, de três personalidades contraditórias, em cujo foro interior se debatiam antagónicas forças - as quais, por seu turno, dramaticamente se exprimiram nas obras respectivas e nas respectivas actividades. E - curiosa coincidência - acerca de todos eles se tem equacionado o problema da sinceridade, e mesmo, por abusiva confusão, o problema da coerência política. Se, como pretendia Paul Valéry(3), «grande homem é aquele que deixa, após si, os outros no embaraço», não há dúvida que Pessoa, Antero e Garrett foram igualmente, nesta perspectiva, «grandes homens». Nenhum deles trazia, na bandeja, e pronta a ser servida, uma verdade irrefutável.
David Mourão-Ferreira, «Pessoa antes de Orpheu e em Orpheu 1 », Nos Passos de Pessoa, 1.ª ed., Lisboa, Presença, 1988


Observações:
(1)            corifeu: mentor; guia,
(2)            Condottiere(italiano): chefe, guia;
(3)Paul Valéry: escritor francês(1871-1945)


B.  Resumo:
Resuma o excerto a seguir transcrito, constituído por cento e noventa e duas  palavras, num texto de sessenta e cinco.

Um indivíduo só é livre se pode desenvolver as próprias potencialidades no seio da sociedade. Ser livre não significa apenas não ter medo, poder expressar a própria opi­nião sem temer represálias. Também significa conseguir que a sua opinião pese realmente nos assuntos de interesse comum e seja requerida pela socie­dade como contribuição necessária. Liberdade é plenitude de vida. Não sou livre se, dispondo de uma capaci­dade intelectual que pode produzir cem, vegeto numa ocupação onde rendo somente dez. No mundo actual é mais livre o profissional que trabalha de manhã à noite, dando-se totalmente aos seus doentes, aos seus alunos, aos seus clientes, que o solicitam confiando no seu juízo e na sua ciência. É mais livre o político, o sindicalista, o escritor que se enrola numa causa que transcende a sua própria pessoa.

O maior risco que corre hoje a liberdade é que a maioria dos homens é induzida a identificá-la com um estado de subordinação, de tranquila sujeição, de evasões periódicas controladas, a que a sua vida parece reduzir-se inexoravelmente. Só dando significado à vida de todos numa sociedade plural defenderemos de modo não ilusório a liberdade de cada um.
Michele Abbate, Liberdade e Sociedade de Massas (adaptado)

C -  Resuma o excerto a seguir transcrito, constituído por duzentas e seis palavras, num texto de setenta.
   
 A camada de ozônio que envolve o nosso planeta é como um manto que protege os seres vivos dos raios ultravioletas. Pois bem, em 1982, os cientistas descobriram um buraco na camada de ozônio sobre a Antártida. E este buraco vem aumentando de forma alarmante durante os últimos anos.

Comprovou-se que a destruição da camada de ozônio se produz pela libertação de alguns gases, como o monóxido de carbono, o dióxido de carbono e os gases clorofluorcarbonatos utilizados em aerossóis e circuitos de refrigeração dos frigoríficos.

Se o processo de destruição da camada de ozônio continuasse, desencadear-se-ia um conjunto de fenômenos de consequências catastróficas para a Humanidade, sendo os principais os seguintes:
1. A temperatura da Terra aumentaria vários graus, de modo que o gelo das calotas polares fundir-se-ia e aumentaria o nível dos mares. Em conseqüência, as povoações costeiras ficariam submersas.
  2. As radiações ultravioletas chegariam à superfície terrestre com maior intensidade e, em consequência, aumentariam espetacularmente os casos de cegueira e de cancro da pele. Por tudo isto, urge limitar o fabrico e o uso industrial ou doméstico dos gases causadores da degradação da camada de ozônio. De outro modo, a Humanidade ver-se-á sujeita a um desastre ecológico só comparável a uma guerra nuclear.


D -  Texto com  164 palavras, faça o resumo com 45 palavras.
O advogado brasileiro Rodrigo Moreto Cubek foi preso na tarde de ontem na principal mesquita do Paquistão, a Faisal, por perturbar as tradicionais orações que aconteciam naquele dia. Ele deve ficar detido até segunda-feira.
Cubek, de cerca de 30 anos, estava com o visto vencido e disse ter visitado as cidades de Quetta (Baluquistão) e Peshawar ("capital" das áreas tribais do país). Como são cidades cheias de extremistas islâmicos, isso levantou a suspeita da polícia, que afirmou que está investigando seu itinerário.
O paranaense de Curitiba tentou entrar na área reservada a muçulmanos na mesquita. Gritou palavras sobre a Virgem Maria --na sexta foi comemorado o dia de Nossa Senhora de Fátima. A funcionários da Embaixada do Brasil, disse que "queria ter uma discussão religiosa".
Isso é ofensa gravíssima neste país, em que há leis severas para o que é considerado blasfêmia. Mas após conversa com o embaixador brasileiro no Paquistão, Alfredo Leoni, a polícia concordou em não enquadrá-lo inicialmente sob essa acusação.
Folha.com. 14/05/2011


E - Resuma o excerto a seguir transcrito, constituído por trezentas e trinta e sete palavras, num texto de cento e duas.

As duas primeiras décadas do século XX registram, na Europa, a crise do capitalismo e o nascimento da democracia de massas. A burguesia tem consciência do perigo que representa, para ela, a revolução socialista.

Por outro lado, uma inédita revolução científica, que rompeu barreiras de tempo e espaço, pro­duz um grande e geral estado de euforia e crença no progresso. Surgem, no início do século, os seguintes eventos: o telégrafo, o automóvel, a lâmpada elétrica, o telefone, o cinema, o avião.
A máquina se faz presente em todos os momentos da vida. Viver confortavelmente e aproveitar o presente são preocupações fundamentais da época. A esse início do século XX, dá-se o nome de belle époque.

Em 1914, tem início a Primeira Guerra Mundial, que terminaria em 1918. O conflito, que envolveu praticamente o mundo inteiro, gerou enorme descontentamento e a descrença em relação aos siste­mas políticos, sociais e filosóficos até então vigentes. O homem que viveu a guerra questiona os valores do seu tempo. O período de segurança, confiança no futuro e euforia tinha terminado.

Onze anos depois, o mundo vai enfrentar a tremenda crise econômica de 1929, da qual resul­tará a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Nesse ligeiro período de entre guerras, assiste-se aos "anos loucos", fase marcada principalmente pela ânsia de "viver freneticamente". Aproveitar o "hoje e o agora " tornaram-se necessidade. A guerra tinha lançado no espírito humano a incerteza sobre a permanência e a duração da paz.

Essa busca de novidades, no entanto, não se restringe tão-só à área da produção de manufaturados. Também nas artes se verifica uma busca desenfreada do novo, um desejo de ruptura com o passado e um sonho com um futuro maravilhoso, rico em promessas. Essas tendências vão receber o nome genérico de vanguarda. Assim, pode-se dar o nome de vanguarda a qual­quer movimento, dentro do século XX, que se caracterize pela rebeldia e pela rejeição sistemática do passado. Entre os movimentos de vanguarda do século XX, destacam-se o Futurismo, o Dadaísmo, o Cubismo, o Surrealismo e o Expressionismo.

Fabiane in http:Ilwww.geocities.com/ParislMetro/771 9/vanguarda. Html


F. Texto com aproximadamente 455 palavras, resuma-o para 100.
Esta sexta-feira 13 não teve nada de assustador para uma turma de estudantes brasileiros viajando por Los Angeles. Exceto o terror da ansiedade, a premiação da maior feira de ciências do mundo foi generosa aos alunos, que faturaram quase 20 prêmios --desde US$ 500 até US$ 60 mil em bolsas.
A delegação brasileira, formada por 18 projetos, foi escolhida para participar desse evento, o de maior prestígio do mundo na área, durante duas feiras de ciência nacionais, a Mostratec (em Novo Hamburgo, RS) e a Febrace (em São Paulo). Talvez você se lembre das visitas que o Folhateen fez a esses encontros científicos, nos últimos anos.
A Isef, feira internacional de Ciências e Engenharia organizada pela Intel, reúne anualmente cerca de 1.500 estudantes de mais de 60 países. Boa parte dos alunos vem dos EUA, como era de se esperar, mas há estudantes de cantos distintos como China, Costa Rica e as divertidíssimas garotas da Arábia Saudita (sim, elas comemoravam fazendo aquele som curioso com a garganta, tipo "ululululululai!").
Os projetos também prezavam a variedade de tema, além da geográfica. Havia, é claro, pesquisas específicas envolvendo cálculos complexos e gráficos ininteligíveis ao público leigo. Em alguns casos, o esforço dos bem-intencionados alunos de explicar teorias ao repórter falharam.
Mas parte dos trabalhos levados a Isef eram de áreas nem sempre englobadas quando se fala de "ciência". Eram os projetos nas ciências humanas, como psicologia. O Brasil estava bem representado nessas áreas com pesquisas em hábitos alimentares e em deficit de atenção, para citar dois dos premiados.
Além dos estudos --que exigiram disposição dos estudantes para explicar os projetos às vezes para mais de dez jurados durante um dia todo, de pé--, os rapazes aproveitaram a viagem para o descanso merecido após meses de pesquisa. O cronograma oficial do evento incluía uma visita noturna a um parque de diversão fechado exclusivamente para as delegações.
Entre os visitantes, que conferiram os projetos durante horários específicos nesta semana, o comentário padrão era de que "Nossa, como eles sabem de tanta coisa? Eu, com a idade deles, só pensava em ir ao cinema". Mas os professores e cientistas presentes no evento explicaram: "Alunos de ensino médio são capazes de pesquisar como gente grande".
Os garotos brasileiros, e também o restante dos participantes, embasam essa visão. Voltam para casa não só com milhares de dólares, mas com pesquisas que ainda querem aprofundar e, por que não, patentear. Isso em termos de "achievements", como tanto se diz por aqui, nos EUA. Mas a bagagem desses rapazes vem mais pesada do que isso --traz amigos, a primeira viagem internacional de muitos deles, a satisfação pessoal e uma carreira que já começa com o brilho de quem vai longe.


G.   O texto abaixo possui aproximadamente, 897 palavras, resuma-o em  180.

Genebra - O governo brasileiro destina uma das menores proporções de seu orçamento à saúde no mundo, inferior à média africana, e o setor no País ainda é pago em grande parte pelo cidadão. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) que nesta sexta-feira, 13, apresentou um raio-x completo do financiamento da saúde e escancarou uma realidade: o custo médio da saúde ao bolso de um brasileiro é superior à média mundial. Segundo os dados, famílias brasileiras ainda destinam mais recursos para a saúde que o próprio governo. Em termos absolutos, o governo brasileiro destina à saúde de um cidadão um décimo do que europeus destinam aos seus.
O raio-x é apresentado às vésperas da abertura da Assembléia Mundial da Saúde, em Genebra, e que terá a presença de ministros de todas as regiões para debater, entre outras coisas, o futuro do financiamento ao setor.
Dados da OMS apontam que 56% dos gastos com a saúde no Brasil vem de poupanças e das rendas de pessoas. O número representa uma queda em relação a 2000. Naquele ano, 59% de tudo que se gastava com saúde no Brasil vinha do bolso de famílias de pacientes e de planos pagos por indivíduos.
Mesmo assim, a taxa é considerada como uma das mais altas do mundo. Dos 192 países avaliados pela OMS, apenas 41 tem um índice mais preocupante que o do Brasil. A proporção de gastos privados no Brasil com a saúde é, em média, superior ao que africanos, asiáticos e latino-americanos gastam em média.
Para fazer a comparação, a OMS utiliza dados de 2008, considerados como os últimos disponíveis em todos os países para permitir a avaliação completa.
Um dos fenômenos notados pela OMS no País foi a explosão de planos de saúde. Há dez anos, 34% do dinheiro na saúde no Brasil vinha de planos. Em 2008, a taxa subiu para 41%. Um brasileiro gasta ainda quase duas vezes o que um europeu usa de seu próprio salário para saúde. Em média, apenas 23% dos gastos com a saúde na Europa vem dos bolsos dos cidadãos. O resto é coberto pelo estado.
A taxa de dinheiro privado na saúde no Brasil também é muito superior à media mundial, de 38%. No Japão, 82% de todos os gastos são cobertos pelo governo. Na Dinamarca, essa taxa sobe para 85%. Em Cuba, os gastos privados de cidadãos com a saúde representam apenas 6% do que o país gasta no setor.
Já países onde o sistema de saúde é praticamente inexistente, o cenário é bem diferente. No Afeganistão, 78% dos gastos com a saúde depende dos cidadãos. No Laos, a taxa chega a 82%, contra 93% em Serra Leoa.
Orçamento - Outro dado revelador para a OMS é a quantidade de recursos num orçamento nacional que é destinado à saúde, o que mostraria a prioridade política do governo em relação ao tema. A entidade alerta que é esse dado que revela quanto de fato um governo está preocupado com a saúde de sua população, e não os discursos políticos ou anúncios de novos programas. Nesse ponto, o Brasil está entre os 24 países que menos destinam recursos de seu orçamento para a saúde. Em 2008, 6% do orçamento nacional ia para a saúde. A taxa representou um salto real dos 4,1% em 2000.
Mas é menos da metade da média mundial. Em geral, a OMS descobriu que 13,9% dos orçamentos nacionais vão para a saúde. Nos países ricos, a taxa chega a 16,7%. No Canadá, ela é de 17%.
A proporção do orçamento nacional que vai para a saúde é ainda inferior à média africana, de 9,6%. Segundo a OMS, o governo brasileiro destina à saúde menos que o grupo de países mais pobres do mundo.
Em valores absolutos, o levantamento da entidade constata que os recursos para a saúde dobraram em dez anos no Brasil, somando gastos governamentais e privados. Por pessoa, a saúde no País consome o equivalente a US$ 875,00. Há uma década, esse valor era de apenas US$ 494,00.
Desse total, US$ 385 são arcados pelo governo, um valor dez vezes menor que o que gastam os governos da Dinamarca e Holanda com a saúde de cada um de seus habitantes.
Em Luxemburgo, o governo gasta 13 vezes mais que o brasileiro para cada um de seus habitantes. Quem mais destina recursos de seu orçamento à saúde é o principado de Mônaco, 17 vezes mais que o Brasil, cerca de US$ 5 mil.No outro extremo, o governo de Serra Leoa gasta US$ 7 por ano por pessoa. Em Mianmar, cada habitante recebe o equivalente a US$ 2.
Avanços - Apesar das constatações preocupantes em relação ao Brasil, os dados da OMS apresentam alguns avanços no País. O primeiro deles é de que o total gasto por privados e governos com a saúde aumentou de 7,2% do PIB em 2000 para 8,4% em 2008. A taxa ainda é inferior aos 11% em média destinado á saúde nos países ricos. Mas próximo da média mundial de 8,5%.
Outros avanços também são registrados. A expectativa de vida passou de 67 anos em 1990 para 73 anos, em 2009. Em geral, o brasileiro viva mais que a média mundial.
A morte de crianças com menos de um ano também desabou no País. Em 1990, eram 46 por cada mil crianças. Vinte anos depois, essa taxa caiu para 17. (Jamil Chade).

terça-feira, 29 de março de 2011

Exercícios sobre interpretação de texto

No País do Futebol

Segunda-feira – 14 horas – Juvenal Ouriço aproximou-se de um vendedor parado à porta de uma loja de eletrodomésticos e perguntou:

– Qual desses oito televisores os senhores vão ligar na hora do jogo?

– Qualquer um – disse o vendedor desinteressado.

– Não. Qualquer um não. Eu cheguei com duas horas de antecedência e mereço uma certa consideração.

– Pra que o senhor quer saber?

– Para já ir tomando posição diante dele. O vendedor apontou para um aparelho. Juvenal observou os ângulos, pegou a almofada que o acompanha ao Maracanã e sentou-se no meio da calçada.

– Ei, ei, psssiu – chamou-o um mendigo recostado na parede da loja – como é que é, meu irmão?

– Que foi? Perguntou Juvenal.

– Quer me botar na miséria? Esse ponto aqui é meu.

– Mas eu não vou pedir esmola.

– Então senta aqui ao meu lado.

– Aí não vai dar para eu ver o jogo.

– Na hora do jogo nós vamos lá para casa.

– Você tem TV a cores?

– Claro. Você acha que fico me matando aqui pra quê?

Juvenal agradeceu. Disse que preferia ficar na loja onde tinha marcado encontro com uns amigos que não via desde a final da Copa de 70. O mendigo entendeu. E como gostou de Juvenal lhe deu o chapéu onde recolhia esmolas. Juvenal, distraído, enfiou-o na cabeça.

– Não, não. Na cabeça não.

– Por que não?

– Já viu mendigo usar chapéu na cabeça? Deixe-o aí no chão. Sempre pinga qualquer coisa.

 

1. A escolha do título No País do Futebol justifica-se:

(A) pelo gosto de Juvenal por esse esporte tão popular no país.

(B) pelo encontro marcado com os amigos que não via desde a Copa de 70.

(C) pelo fato das lojas mostrarem o jogo pelos aparelhos que estão à venda.

(D) pelo encadeamento dos temas presentes no texto, entre eles, o do futebol.

 

2. A fala do personagem: "– Claro. Você acha que fico me matando aqui pra quê?" indica que

ele, ao ficar na rua, se encontrava em uma situação de

(A) doença.    (B) contravenção.    (C) trabalho.     (D) ócio.

 

3. "– Mas eu não vou pedir esmola." Ao dizer esta frase, Juvenal está negando uma interpretação

que o mendigo fez de uma ação sua. Esta ação foi:

(A) não ter comprado um TV a cores.  (B) ter-se sentado no meio da calçada.

(C) ter apontado para um dos aparelhos.  (D) ter resolvido ver ali o jogo.

 

4. Há uma relação de causa e conseqüência em:

(A) "E como gostou de Juvenal lhe deu o chapéu onde recolhia esmolas."

(B) "Deixe-o aí no chão. Sempre pinga qualquer coisa."

(C) "Você acha que fico me matando aqui pra quê?"

(D) "Juvenal, distraído, enfiou-o na cabeça."

 

5. Em uma das frases abaixo, o termo em destaque tem como antecedente outro termo que aparece no texto como um recipiente.

(A) Para já ir tomando posição diante dele.

(B) Disse que preferia ficar na loja onde tinha marcado encontro com uns amigos.

(C) E como gostou de Juvenal lhe deu o chapéu onde recolhia esmolas.

(D) Já viu mendigo usar chapéu na cabeça ?

 

6. A informação "segunda-feira – 14 horas" e o fato de Juvenal carregar uma almofada sugerem

que a cena corresponde:

(A) a uma simulação do futebol.   (B) a um jogo que ocorreria num feriado.

(C) ao fato de Juvenal ser um desocupado.

(D) ao fato de Juvenal ser mais pobre que o mendigo.

 

7. Com a precariedade do transporte coletivo, cada vez mais acentuada, a classe média adotou as peruas como alternativa de condução. Isso tem causado descontentamento entre muitos taxistas, que não aceitam a concorrência que julgam desleal. Não estranhemos, pois, que a categoria se manifeste denunciando os motoristas que, segundo os prejudicados, atuam ilegalmente.

 

A conjunção grifada no texto traduz idéia de

(A) explicação.  (B) adversidade.   (C) adição.  (D) conclusão.   (E) alternância.

 

8. Eu tinha sido criado num primeiro andar. Todo o meu conhecimento do campo fizera nuns passeios de bonde a Dois-Irmãos. E era com olhos deslumbrados que olhava então aqueles sítios, aquelas mangueiras e os meninos que via brincando ali. As divergências de meu pai com meu avô nunca permitiram à minha mãe fazer uma temporada no engenho.

 

O texto acima sugere

(A) a apreensão do mundo urbano por uma consciência rústica.

(B) a crítica do mundo rural pela consciência do civilizado.

(C) a revelação da natureza intocada pela civilização.

(D) o contraste entre dois universos culturais.

(E) a descoberta da usina por um menino de engenho.

 

9- Marque a seqüência   que completa  corretamente as lacunas para que os dois trechos a seguir sejam coerentes.

I- A visão sistêmica exclui o diálogo, de resto necessário numa sociedade ________ forma de codificação das relações sociais encontrou no dinheiro uma linguagem universal. A   validade dessa  linguagem  não  precisa  ser questionada, ________ o  sistema  funciona  na  base de imperativos automáticos que jamais foram objeto de discussão dos interessados.

(Barbara Freytag, A Teoria Crítica Ontem e Hoje, pág. 61, com adaptações)

 

a) em que – posto que            b) onde – em que           c) cuja – já que  

d) na qual – todavia        e) já que – porque


II-O fenômeno da globalização econômica ocasionou uma série ampla e complexa de mudanças sociais no nível interno e externo da sociedade, afetando, em especial, o poder regulador do Estado. _________________ a estonteante rapidez e abrangência _________ tais mudanças ocorrem, é preciso considerar que em qualquer sociedade, em todos os tempos, a mudança existiu como algo inerente ao sistema social.


a) Não obstante – com que               b) Portanto – de que           c) De maneira que – a que     

 

d) Porquanto – ao que            e) Quando – de que

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Exercícios sobre pronomes

"Exercícios retirados da internet"

1) Assinale o item em que houve erro no emprego do pronome de 1a pessoa, pois usou-se a forma oblíqua no lugar da reta:
A) Vieram até mim rapidamente
B) É cedo para mim dar a resposta
C) Para mim ele é o maior
D) Ela chegou antes de mim
E) NDA

2) Assinale o item em que houve erro no emprego do pronome oblíquo de 3a pessoa o ou lhe:
A) Sr. Carlos, o diretor o chama
B) Maria, eu a estimo
C) Luís, eu lhe vi ontem
D) Eu sempre lhe obedeço
E) NDA

3) Num dos itens há erro na associação do verbo com o pronome oblíquo o(s), a(s), indique-o:
A) Escrevemos o ofício = escrevemo-lo
B) Dará os resultados = dá-los-á
C) Tem paciência = tem-na
D) Tens paciência = tem-na
E) NDA

4) Os pronomes se, si, consigo são reflexivos, isto é, se referem ao sujeito da 3a pessoa. Assinale o item em que há erro no emprego do pronome:
A) Ela traz consigo uma jóia de valor
B) Pensei em si esta noite
C) Ele é egoísta, só pensa em si
D) Pensava consigo sobre aquelas tristezas
E) NDA

5) Numas das frases há erro de regência no emprego do complemento verbal:
A) Informo-lhe que virei
B) Informo-o de que virei
C) Avisei-lhe de que era perigoso
D) Avisei-o de que era perigoso
E) NDA

6) Na substituição do pronome reto entre parênteses pela forma oblíqua correspondente, há erro em:
A) Tragam (elas) aqui - Tragam-nas aqui
B) Cumprimentei (ele) hoje - Cumprimentei-o hoje
C) Convidei (ela) para jantar - Convidei-lhe para jantar
D) Vou abraçar (ele) - Vou abraçá-lo
E) NDA

7) Indique o item em que temos um verbo transitivo direto:
A) Resistiu à enfermidade
B) Recomendamos-lhe repouso
C) Já lhe paguei
D) Comprei-o há alguns meses
E) NDA

8) De acordo com o padrão culto, deve haver concordância no tratamento entre os pronomes pessoais, os verbos e os pronomes possessivos. Indique a frase em que não se observou essa concordância:
A) Ama teus pais
B) Ame seus pais
C) Vem pra Caixa você também
D) Venha pra Caixa você também
E) NDA

9) Na substituição dos complementos verbais por pronomes oblíquos correspondentes, um dos itens apresenta erro. Assinale-o:
A) Leio livros = leio-os
B) Nomearam os candidatos = nomearam-nos
C) Refez o soneto = refê-lo
D) Fixaste o preço = fixaste-lo
E) NDA

10) Indique o item com erro na concordância:
A) Aceite um abraço do amigo que te estima
B) Ama a teu próximo como a ti mesmo
C) Venha já com seu irmão
D) Sê bom em tudo que faças
E) NDA

B,C,D,B,C,C,DC,D,A

1) Assinale o item em que o pronome relativo QUÊ pode causar ambigüidade:
A) O homem QUE cumprimentei é o gerente desse banco.
B) O aluno QUE estuda vence cedo ou tarde.
C) A casa em QUE moro fica próxima ao centro.
D) Não conheço o pai do menino QUE se acidentou.
E) NDA

2) Assinale o item em que não há possibilidade de ocorrer leitura ambígua.
A) Deixe o cigarro correndo.
B) Vendo carne aos fregueses sem pelanca.
C) Meias para mulheres pretas
D) Camas para crianças de ferro.
E) NDA

3) Nos casos abaixo, assinale o item em que não ocorre um caso de ambigüidade lexical:
A) Estudantes viram piranhas.
B) Corto cabelo e pinto.
C) A mãe olhava a filha sentado no sofá.
D) O dinheiro estava no banco.
E) NDA

4) No último julgamento o réu absolveu o juiz. Assinale o item Adequaldo à frase:
A) Há no texto ambigüidade lexical.
B) Há no texto ambigüidade sintática.
C) Ocorre no texto objeto direto preposicionado.
D) Não ocorre ambigüidade no texto.
E) NDA

5) Nos pares de frases abaixo, apenas num dos itens temos o mesmo sentido:
A) Exigir de Pedro o livro / Exigir o livro de Pedro.
B) Olha isso aí / Olha isto aqui.
C) Quem mata as matas / As matas, quem as mata?
D) Os jogadores de futebol viram feras no Zoo / Os jogadores de futebol viram feras no jogo.
E) NDA
D,E,C,B,C

1) Apenas uma das frases admite a voz passiva. Assinale-a.
A) Gosto de frutas.
B) Milhares de pessoas assistiram ao jogo.
C) Deus criou o mundo.
D) Este ano foi quente.
E) NDA.

2) "O velho casarão foi substituído por um enorme edifício." Passando esta frase para a voz ativa, temos:
A) O velho casarão, substituíram-no por um enorme edifício.
B) Um enorme edifício substituiu o velho casarão.
C) O velho casarão substituiu o enorme edifício.
D) Substituiu-se o enorme edifício pelo velho casarão.
E) NDA

3) Assinale o item em que há erro na passagem da ativa para a passiva:
A) Ela quebrará tudo = Tudo será quebrado por ela.
B) Ela quebrara tudo = Tudo foi quebrado por ela.
C) Ela quebra tudo = Tudo é quebrado por ela.
D) Ela tinha quebrado tudo = Tudo tinha sido quebrado por ela.
E) NDA

4) Assinale o único item em que o SE indica ação reflexiva:
A) A menina SE penteia sempre.
B) Nao SE dançou à noite.
C) Fizeram-SE novos acordos.
D) Precisa-Se de mais dados.
E) NDA

5) "Os ladrões foram indentificados por uma testemunha". Transpondo para a voz ativa, teremos:
A) Havia identificado.
B) Tinha identificado.
C) Indentificara.
D) Identificou-se
E) NDA

6) Identifique a frase em que há erro na concordância verbal:
A) Procedeu-se aos interrogatórios.
B) Fizeram-se nomeações.
C) Arrependeram-se de tudo.
D) Conserta-se pneus.
E) NDA

7) Indique o item em que há erro na classificação sintática do SE:
A) Resolveram-SE as dúvidas = pronome apassivador.
B) Vestiu-SE rapidamente = parte integrante do verbo.
C) Precisa-SE de secretárias = indeterminação do sujeito.
D) Elas SE arrependeram = parte integrante do verbo.
E) NDA

8) Assinale o item em que há erro na concordância verbal:
A) Revelar-se-ão as causas do fato.
B) Tomar-se-á, ainda hoje, as providências cabíveis.
C) Necessita-se de outras provas.
D) Obtiveram-se bons resultados.
E) NDA

9) Aponte o item em que há erro na escolha do particípio do verbo abudante na voz passiva ou ativa:
A) O Presidente tinha expresso sua opinião.
B) Os policiais haviam expulsado os baderneiros.
C) A reunião foi suspensa à tarde.
D) Foi eleito por unanimidade.
E) NDA

10) Assinale o item em que há erro na voz passiva do tempo composto:
A) O prêmio tinha sido ganhado por mim.
B) O recurso tinha sido aceito.
C) A carta tinha sido entregue.
D) O curso não havia sido pago.
E) NDA
C,B,B,A,C,D,B,B,A,A

Instrução: Após ter visto os principais casos referentes ao uso correto do pronome, você está apto a reescrever os períodos abaixo, corrigindo-os quando for o caso:
01 - "Jamais haverá inimizade entre você e eu ", disse o rapaz lamentando e chorando".
 
02 - "Venha e traga contigo todo o material que estiver aí!"
 
03 - "Ela falou que era para mim comer, e depois, para mim sair dali."
 
04 - Polidamente, mandei eles entrar e, depois, deixei eles sentar"
 
05 - "Durante toda a aula os alunos falaram sobre ti e sobre mim."
_________________________________________
06 - "Comunico-lhe que, quanto ao livro, deram-no ao professor."
 
07 - "Informamo- lhe que tudo estava bem conosco e com eles."

Respostas:
01 - .... entre você e mim.
02 - ...Traga consigo...
03 - ....para eu comer... para eu sair
04 - ... mandei-os entrar ... deixei-os sair
05 - ...sobre ele...
06 - ...
07 - ...bem com nós


08 - "Espero que V. Exa. e vossa distinta consorte nos honrem com vossa visita.
_________________________________________
09 - "Vossa Majestade, Senhor Rei, sois generoso e bom para com o vosso povo."
_________________________________________
10 - "Ela irá com nós mesmo, disse o homem com voz grave e solene.
_________________________________________
11 - "Ele falou do lugar onde foi com entusiasmo e saudade ao mesmo tempo"
_________________________________________
12 - "Você já sabe aonde ela foi com aquele canalha?
_________________________________________
13 - "Espero que ele vá ao colégio e leve consigo o livro que me pertence.
_________________________________________
14 - "Se vier, traga comigo o livro que lhe pedi"
 
15 - "Mandaram-no à delegacia para explicar o caso da morte."
 
Respostas:
 
08 - ...sua distinta ... com sua visita
09 - ...é generoso e ...seu povo...
10 - ...
11 - ... aonde
12 - ...
13 - ...
14 - ... traga consigo.
15 - ...


16 - Enviaremos-lhe todo o estoque que estiver disponível.
 
17 - "Para lhe dizer tudo, eu preciso de muito mais dinheiro."
_________________________________________
18 - "Ela me disse apenas isto: me deixe passar que eu quero morrer."
_________________________________________
19 - "Me diga toda a verdade porque, assim as coisas ficam mais fáceis."
 
20 - "Tenho informado-o sobre todos os pormenores da viagem."
_________________________________________
21 - "Mandei-te todo o material de que precisas."
_________________________________________
22 - "Dir-lhe-ei toda a verdade sobre o caso do roubo do banco."
 
 
Respostas:
 
16 - ... enviar-lhe-emos
17 - ...
18 - ...deixe-me passar
19 - Diga-me ...
20 - Tenho- o... 21 – Mandar- te- ei
22 - ...


 
23 - Espero que lhe não digam nada a meu respeito.
_________________________________________
24 - "Haviam-lhe informado que ela só chegaria depois das três horas."
_________________________________________
25 - "Nesse ano, muitos alunos passarão no vestibular."
_________________________________________
26 - "Corria o ano de 1964. Neste ano houve uma revolução no Brasil."
_________________________________________
27 - "Estes alunos que estão aqui podem sair, aqueles irão depois.."
_________________________________________
28 - "Os livros cujas páginas estiverem rasgadas serão devolvidos.'
_________________________________________
29 - "Apalpei-lhe as pernas que se deixavam entrever pela saia rasgada."
 
Respostas:
23 - ...
24 - ...
25 - ... neste ano
26 - ...
27 - ...
28 - ...
29 - ...


 
30 - "Agora, peque a tua caneta e comece a substituir, abaixo os complementos grifados pelo pronome oblíquo correspondente:
a) Mandamos o filho ao colégio:
 
b) enviamos à menina um telegrama
_________________________________________
c) Informaram os meninos sobre a menina.
_________________________________________
d) fez o exercício corretamente.
_________________________________________
e) Diremos aos professores toda a verdade.
_________________________________________
f) Ela nunca obedece aos superiores:
_________________________________________
g) Ontem, ela viu você com outra:
_________________________________________
h) Chamei a amiga para a festa.
_________________________________________
___________________________________________________________
31 - (MARCK) Indique quando, na segunda frase, ocorre a substituição errada das palavras destacadas na primeira, por um pronome:
a) O gerente chamou os empregados.
O gerente chamou-os
b) Quero muito a meu irmão.
Quero-lhe muito.
c) Perdoei sua falta por duas vezes.
Perdoei-lhe por duas vezes
d) Tentei convencer o diretor de que a solução não seria justa
Tentei convencê-lo de que a solução não seria justa.
e) A proposta não agradou aos jovens
A proposta não lhe agradou.
__________________________________________________________

32 - (U.F. FLUMINENSE) Numa das frases, está usado indevidamente um pronome de tratamento. Assinale-a:
a) Os Reitores das Universidades recebem o título de Vossa Magnificência.
b) Senhor Deputado, peço a Vossa Excelência que conclua a sua oração.
c) Sua Eminência, o Papa Paulo VI, assistiu à solenidade.
d) Procurei a chefe da repartição, mas Sua Senhoria se recusou a ouvir minhas explicações.
__________________________________________________________

33 - (PUC-SP) Em "O que estranhei é QUE as substâncias eram transferidas....................!
a) artigo - expletivo
b) pronome pessoal - pronome relativo
c) pronome demonstrativo - integrante
d) pronome demonstrativo - expletivo
e) artigo - pronome relativo
__________________________________________________________
34 - (PUC-SP)Em
"TODO sistema coordenado é..........."
"Mas o propósito de TODA teoria física é......."
As palavras destacadas são.... e significam, respectivamente:
a) pronomes substantivos indefinidos qualquer e qualquer
b) pronomes adjetivos indefinidos qualquer e inteiro
c) pronomes adjetivos demonstrativos inteiro e cada um
d) pronomes adjetivos indefinidos inteiro e qualquer
e) pronomes adjetivos indefinidos qualquer e qualquer.
__________________________________________________________

Respostas
30 -
a) mandá-lo...
b) enviamos-lhe...
c) informaram-nos
d) fê-lo
e) Dir-lhes-emos
f) Ela nunca lhes obedece
g) ...ela o viu...
h) chamei-a ...
31 - A
32 - C
33 - A
34 - D

 


1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta o emprego correto do pronome, de acordo com a norma culta:
a) O diretor mandou eu entrar na sala.
b) Preciso falar consigo o mais rápido possível.
c) Cumprimentei-lhe assim que cheguei.
d) Ele só sabe elogiar a si mesmo.
e) Após a prova, os candidatos conversaram entre eles.


2. (IBGE) Assinale a opção em que houve erro no emprego do pronome pessoal em relação ao uso culto da língua:
a) Ele entregou um texto para mim corrigir.
b) Para mim, a leitura está fácil.
c) Isto é para eu fazer agora.
d) Não saia sem mim.
e) Entre mim e ele há uma grande diferença.


3. (U-UBERLÂNDIA) Assinale o tratamento dado ao reitor de uma Universidade:
a) Vossa Senhoria
b) Vossa Santidade
c) Vossa Excelência
d) Vossa Magnificência
e) Vossa Paternidade


4. (BB) Colocação incorreta:
a) Preciso que venhas ver-me.
b) Procure não desapontá-lo.
c) O certo é fazê-los sair.
d) Sempre negaram-me tudo.
e) As espécies se atraem.
5. (EPCAR) Imagine o pronome entre parênteses no lugar devido e aponte onde não deve haver próclise:


a) Não entristeças. (te)
b) Deus favoreça. (o)
c) Espero que faças justiça. (se)
d) Meus amigos, apresentem em posição de sentido. (se)
e) Ninguém faça de rogado. (se)


6. (TTN) Assinale a frase em que a colocação do pronome pessoal oblíquo não obedece às normas do português padrão:


a. Essas vitórias pouco importam; alcançaram-nas os que tinham mais dinheiro.
b. Entregaram-me a encomenda ontem, resta agora a vocês oferecerem-na ao chefe.
c. Ele me evitava constantemente!... Ter-lhe-iam falado a meu respeito?
d. Estamos nos sentido desolados: temos prevenido-o várias vezes e ele não nos escuta.
e. O Presidente cumprimentou o Vice dizendo: - Fostes incumbido de difícil missão, mas cumpriste-la com denodo e eficiência.


7. (FTU) A frase em que a colocação do pronome átono está em desacordo com as normas vigentes no português padrão do Brasil é:


a) A ferrovia integrar-se-á nos demais sistemas viários.
b) A ferrovia deveria-se integrar nos demais sistemas viários.
c) A ferrovia não tem se integrado nos demais sistemas viários.
d) A ferrovia estaria integrando-se nos demais sistemas viários.
e) A ferrovia não consegue integrar-se nos demais sistemas viários.


8. (FFCL-SANTO ANDRÉ) Assinale a alternativa correta:


a) A solução agradou-lhe.
b) Eles diriam-se injuriados.
c) Ninguém conhece-me bem.
d) Darei-te o que quiseres.
e) Quem contou-te isso?


9. (CESGRANRIO) Indique a estrutura verbal que contraria a norma culta:


a) Ter-me-ão elogiado.
b) Tinha-se lembrado.
c) Teria-me lembrado.
d) Temo-nos esquecido.
e) Tenho-me alegrado.


10. (MACK) A colocação do pronome oblíquo está incorreta em:


a) Para não aborrecê-lo, tive de sair.
b) Quando sentiu-se em dificuldade, pediu ajuda.
c) Não me submeterei aos seus caprichos.
d) Ele me olhou algum tempo comovido.
e) Não a vi quando entrou.


GABARITO:
1. D

2. A

3. D

4. D

5. D
6. D
7. B
8. A
9. C
10.B


Empregue nos exercícios a seguir o pronome demonstrativo adequado:

1 – Tenha sempre lembrança _______ eu o amo e sempre o amarei. (disto, disso)

2 – Por que você está usando _______ calça rasgada? (esta, essa)

3 – Como são difíceis ________ dias que estamos atravessando! (estes, esses)

4 – O perdão e a vingança se opõem frontalmente: _______ degrada os homens; _______ os eleva. (esse, esta)

5 – Qual o manequim _______ vestido que você está usando? (deste, desse)

6 – Senhor Presidente: em resposta ao ofício nº 5/92 _______ dessa Presidência, peço vênia para esclarecer que _______ Divisão que me cabe dirigir não pode ser responsabilizada por todas _______ irregularidades a que V. Exa. se refere. (desta, dessa, esta, essa, estas, essas)

7 - _______ mês em que estamos está passando rápido. (este, esse)

8 – Você disse que vai viajar em março para o Rio Grande do Sul? ______ mês também é de chuva lá ______ Estado? (este, esse, neste, nesse, naquele)

9 – Será que ninguém ______ casa me entende? (desta, dessa)

10 – Má escovação causa inflamação na gengiva e ______ todos deviam saber. (isto, isso)

GABARITO.

1 – DISTO

2 – ESSA

3 – ESTES

4 – ESTA, AQUELE

5 – DESSE

6 – DESSA, ESTA, ESSAS

7 – ESTE

8 – ESTE, NAQUELE

9 – DESTA

10 – ISSO

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Usos da vírgula

A vírgula pode fazer a diferença
Campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). "Texto da internet."

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

EXERCÍCIOS SOBRE INTERPRETAÇÃO TEXTUAL

 1- Anedotinhas

 

De manhã, o pai bate na porta do quarto do filho:

— Acorda, meu filho. Acorda, que está na hora de você ir para o colégio.

Lá de dentro, estremunhando, o filho respondeu:

— Ai, eu hoje não vou ao colégio. E não vou por três razões: primeiro, porque eu

estou morto de sono; segundo, porque eu detesto aquele colégio; terceiro, porque eu não agüento mais aqueles meninos.

E o pai responde lá de fora:

— Você tem que ir. E tem que ir, exatamente, por três razões: primeiro, porque

você tem um dever a cumprir; segundo, porque você já tem 45 anos; terceiro, porque você é o diretor do colégio.

Anedotinhas do Pasquim. Rio de Janeiro: Codecri, 1981. p. 8.

No trecho "Acorda, que está na hora de você ir para o colégio" (l . 2), a palavra sublinhada estabelece relação de

(A) adição.

(B) alternância.

(C) conclusão.

(D) explicação.

(E) oposição.

 

 

2- Todo ponto de vista é a vista de um ponto

Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo ponto de vista é um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação.

BOFF, Leonardo. A águia e a galinha. 4ª ed. RJ: Sextante, 1999

 

A expressão "com os olhos que tem" (? .1), no texto, tem o sentido de

(A) enfatizar a leitura.

(B) incentivar a leitura.

(C) individualizar a leitura.

(D) priorizar a leitura.

(E) valorizar a leitura.

 

3- Canguru

 

Todo mundo sabe (será?) que canguru vem de uma língua nativa australiana e quer dizer "Eu Não Sei". Segundo a lenda, o Capitão Cook, explorador da Austrália, ao ver aquele estranho animal dando saltos de mais de dois metros de altura, perguntou a um nativo como se chamava o dito. O nativo respondeu guugu yimidhirr, em língua local, Gan-guruu, "Eu não sei". Desconfiado que sou dessas divertidas origens, pesquisei em alguns dicionários etimológicos. Em nenhum dicionário se fala nisso. Só no Aurélio, nossa pequena Bíblia – numa outra versão. dicionário se fala nisso. Só no Aurélio, nossa pequena Bíblia – numa outra versão.

Definição precisa encontrei, como quase sempre, em Partridge: Kangarroo; wallaby.  As palavras kanga e walla, significando saltar e pular, são acompanhadas pelos sufixos rôo e by, dois sons aborígines da Austrália, significando quadrúpedes. Portanto quadrúpedes puladores e quadrúpedes saltadores. Quando comuniquei a descoberta a Paulo Rónai, notável lingüista e grande amigo de Aurélio Buarque de Holanda, Paulo gostou de saber da origem "real" do nome canguru. Mas acrescentou: "Que pena. A outra versão é muito mais

bonitinha". Também acho.

Millôr Fernandes, 26/02/1999, In http://www.gravata.com/millor.

 

Pode-se inferir do texto que:

(A) as descobertas científicas têm de ser comunicadas aos lingüistas.

(B) os dicionários etimológicos guardam a origem das palavras.

(C) os cangurus são quadrúpedes de dois tipos: puladores e saltadores.

(D) o dicionário Aurélio apresenta tendência religiosa.

(E) os nativos desconheciam o significado de canguru.

 

4- RETRATO

Eu não tinha este rosto de hoje,

assim calmo, assim triste, assim magro,

nem estes olhos tão vazios,

nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,

tão paradas e frias e mortas;

eu não tinha este coração

que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,

Tão simples, tão certa, tão fácil:

— Em que espelho ficou perdida

a minha face?

Cecília Meireles: poesia, por Darcy Damasceno. Rio de Janeiro: Agir, 1974. p. 19-20.

 

O tema do texto é

(A) a consciência súbita sobre o envelhecimento.

(B) a decepção por encontrar-se já fragilizada.

(C) a falta de alternativa face ao envelhecimento.

(D) a recordação de uma época de juventude.

(E) a revolta diante do espelho.

 

5- Senhora

(Fragmento)

 

Aurélia passava agora as noites solitárias. Raras vezes aparecia Fernando, que arranjava uma desculpa qualquer para justificar sua ausência. A menina que não pensava em interrogá-lo, também não contestava esses fúteis inventos. Ao contrário buscava afastar da conversa o tema desagradável. Conhecia a moça que Seixas retirava-lhe seu amor; mas a altivez de coração não lhe consentia queixar-se. Além de que, ela tinha sobre o amor idéias singulares, talvez inspiradas pela posição especial em que se achara ao fazer-se moça. Pensava ela que não tinha nenhum direito a ser amada por Seixas; e pois toda a afeição que lhe tivesse, muita ou pouca, era graça que dele recebia. Quando se lembrava que esse amor a poupara à degradação de um casamento de conveniência, nome com que se decora o mercado matrimonial, tinha impulsos de adorar a Seixas, como seu Deus e redentor.

Parecerá estranha essa paixão veemente, rica de heróica dedicação, que entretanto assiste calma, quase impassível, ao declínio do afeto com que lhe retribuía o homem amado, e se deixa abandonar, sem proferir um queixume, nem fazer um esforço para reter a ventura que foge. Esse fenômeno devia ter uma razão psicológica, de cuja investigação nos abstemos; porque o coração, e ainda mais o da mulher que é toda ela, representa o caos do mundo moral. Ninguém sabe que maravilhas ou que monstros vão surgir nesses limbos.

ALENCAR, José de. Capítulo VI. In: __. Senhora. São Paulo: FTD, 1993. p. 107-8.

 

O narrador revela uma opinião no trecho

(A) "Aurélia passava agora as noites solitárias.

(B) "...buscava afastar da conversa o tema desagradável.

(C) "...tinha impulsos de adorar a Seixas, como seu Deus.

(D) "...e se deixa abandonar, sem proferir um queixume.

(E) "Esse fenômeno devia ter uma razão psicológica.

 

6- A sombra do meio-dia

A Sombra do Meio-Dia é o belo título de um romance lançado recentemente, de

autoria do diplomata Sérgio Danese. O livro trata da glória (efêmera) e da desgraça

(duradoura) de um ghost-writer, ou redator-fantasma – aquele que escreve discursos

para outros. A glória do ghost-writer de Danese adveio do dinheiro e da ascensão

profissional e social que lhe proporcionaram os serviços prestados ao patrão – um ricaço feito senador e ministro, ilimitado nas ambições e limitado nos escrúpulos como soem ser as figuras de sua laia. A desgraça, da sufocação de seu talento literário, ou daquilo que gostaria que fosse talento literário, posto a serviço de outrem, e ainda mais um outrem como aquele. As exigências do patrão, aos poucos, tornam-se acachapantes. Não são apenas discursos que ele encomenda. É uma carta de amor a uma bela que deseja como amante. Ou um conto, com que acrescentar, às delícias do dinheiro e do poder, a glória literária. Nosso escritor de aluguel vai se exaurindo. É a própria personalidade que lhe vai sendo sugada pelo insaciável senhorio. Na forma de palavras, frases e parágrafos, é a alma que põe em continuada venda.

Roberto Pompeu de Toledo, Revista VEJA, ed.1843, 3 de março de 2004. Ensaio p. 110.

O texto foi escrito com o objetivo de

(A) conscientizar o leitor.

(B) apresentar sumário de uma obra.

(C) opinar sobre um livro.

(D) dar informações sobre o autor.

(E) narrar um fato científico.

 

7- Carta (Texto I)

 

(Fragmento)

A terra não pertence ao homem; é o homem que pertence à terra. Disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. O que fere a terra fere também os filhos da terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo que ele fizer à trama, a si próprio fará. Carta do cacique Seattle ao presidente dos EUA em 1855.

Texto de domínio público distribuído pela ONU.

Dicionário de Geografia  (Texto II)

 

(Fragmento)

Segundo o geógrafo Milton Santos: "o espaço geográfico é a natureza modificada pelo homem através do seu trabalho". E "o espaço se define como um conjunto de formas representativas de relações sociais do passado e do presente e por uma estrutura representada por relações sociais que estão acontecendo diante dos nossos olhos e que se manifestam através de processos e funções".

GIOVANNETTI, G. Dicionário de Geografia. Melhoramentos, 1996.

 

Os dois textos diferem, essencialmente, quanto

(A) à abordagem mais objetiva do texto I.

(B) ao público a que se destina cada texto.

(C) ao rigor científico presente no texto II.

(D) ao sentimentalismo presente no texto I.

(E) ao tema geral abordado por cada autor.

 

8- Luz sob a porta

— E sabem que que o cara fez? Imaginem só: me deu a maior cantada! Lá, gente,

na porta de minha casa! Não é ousadia demais?

— E você?

— Eu? Dei telogo e bença pra ele; engraçadinho, quem ele pensou que eu era?

— Que eu fosse.

— Quem tá de copo vazio aí?

— Vê se baixa um pouco essa eletrola, quer pôr a gente surdo?

(VILELA, Luiz. Tarde da noite. São Paulo: Ática, 1998. p. 62.)

 

O padrão de linguagem usado no texto sugere que se trata de um falante

(A) escrupuloso em ambiente de trabalho.

(B) ajustado às situações informais.

(C) rigoroso na precisão vocabular.

(D) exato quanto à pronúncia das palavras.

(E) contrário ao uso de expressões populares.

 

 

 

Boa sorte!

 

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Exercícios com pronomes - elementos de coesão

exercicios sobre pronomes

1) Assinale o item em que houve erro no emprego do pronome de 1a pessoa, pois usou-se a forma oblíqua no lugar da reta:
A) Vieram até mim rapidamente
B) É cedo para mim dar a resposta
C) Para mim ele é o maior
D) Ela chegou antes de mim
E) NDA

2) Assinale o item em que houve erro no emprego do pronome oblíquo de 3a pessoa o ou lhe:
A) Sr. Carlos, o diretor o chama
B) Maria, eu a estimo
C) Luís, eu lhe vi ontem
D) Eu sempre lhe obedeço
E) NDA

3) Num dos itens há erro na associação do verbo com o pronome oblíquo o(s), a(s), indique-o:
A) Escrevemos o ofício = escrevemo-lo
B) Dará os resultados = dá-los-á
C) Tem paciência = tem-na
D) Tens paciência = tem-na
E) NDA

4) Os pronomes se, si, consigo são reflexivos, isto é, se referem ao sujeito da 3a pessoa. Assinale o item em que há erro no emprego do pronome:
A) Ela traz consigo uma jóia de valor
B) Pensei em si esta noite
C) Ele é egoísta, só pensa em si
D) Pensava consigo sobre aquelas tristezas
E) NDA

5) Numas das frases há erro de regência no emprego do complemento verbal:
A) Informo-lhe que virei
B) Informo-o de que virei
C) Avisei-lhe de que era perigoso
D) Avisei-o de que era perigoso
E) NDA

6) Na substituição do pronome reto entre parênteses pela forma oblíqua correspondente, há erro em:
A) Tragam (elas) aqui - Tragam-nas aqui
B) Cumprimentei (ele) hoje - Cumprimentei-o hoje
C) Convidei (ela) para jantar - Convidei-lhe para jantar
D) Vou abraçar (ele) - Vou abraçá-lo
E) NDA

7) Indique o item em que temos um verbo transitivo direto:
A) Resistiu à enfermidade
B) Recomendamos-lhe repouso
C) Já lhe paguei
D) Comprei-o há alguns meses
E) NDA

8) De acordo com o padrão culto, deve haver concordância no tratamento entre os pronomes pessoais, os verbos e os pronomes possessivos. Indique a frase em que não se observou essa concordância:
A) Ama teus pais
B) Ame seus pais
C) Vem pra Caixa você também
D) Venha pra Caixa você também
E) NDA

9) Na substituição dos complementos verbais por pronomes oblíquos correspondentes, um dos itens apresenta erro. Assinale-o:
A) Leio livros = leio-os
B) Nomearam os candidatos = nomearam-nos
C) Refez o soneto = refê-lo
D) Fixaste o preço = fixaste-lo
E) NDA

10) Indique o item com erro na concordância:
A) Aceite um abraço do amigo que te estima
B) Ama a teu próximo como a ti mesmo
C) Venha já com seu irmão
D) Sê bom em tudo que faças
E) NDA

B,C,D,B,C,C,DC,D,A

1) Assinale o item em que o pronome relativo QUÊ pode causar ambigüidade:
A) O homem QUE cumprimentei é o gerente desse banco.
B) O aluno QUE estuda vence cedo ou tarde.
C) A casa em QUE moro fica próxima ao centro.
D) Não conheço o pai do menino QUE se acidentou.
E) NDA

2) Assinale o item em que não há possibilidade de ocorrer leitura ambígua.
A) Deixe o cigarro correndo.
B) Vendo carne aos fregueses sem pelanca.
C) Meias para mulheres pretas
D) Camas para crianças de ferro.
E) NDA

3) Nos casos abaixo, assinale o item em que não ocorre um caso de ambigüidade lexical:
A) Estudantes viram piranhas.
B) Corto cabelo e pinto.
C) A mãe olhava a filha sentado no sofá.
D) O dinheiro estava no banco.
E) NDA

4) No último julgamento o réu absolveu o juiz. Assinale o item Adequaldo à frase:
A) Há no texto ambigüidade lexical.
B) Há no texto ambigüidade sintática.
C) Ocorre no texto objeto direto preposicionado.
D) Não ocorre ambigüidade no texto.
E) NDA

5) Nos pares de frases abaixo, apenas num dos itens temos o mesmo sentido:
A) Exigir de Pedro o livro / Exigir o livro de Pedro.
B) Olha isso aí / Olha isto aqui.
C) Quem mata as matas / As matas, quem as mata?
D) Os jogadores de futebol viram feras no Zoo / Os jogadores de futebol viram feras no jogo.
E) NDA
D,E,C,B,C

1) Apenas uma das frases admite a voz passiva. Assinale-a.
A) Gosto de frutas.
B) Milhares de pessoas assistiram ao jogo.
C) Deus criou o mundo.
D) Este ano foi quente.
E) NDA.

2) "O velho casarão foi substituído por um enorme edifício." Passando esta frase para a voz ativa, temos:
A) O velho casarão, substituíram-no por um enorme edifício.
B) Um enorme edifício substituiu o velho casarão.
C) O velho casarão substituiu o enorme edifício.
D) Substituiu-se o enorme edifício pelo velho casarão.
E) NDA

3) Assinale o item em que há erro na passagem da ativa para a passiva:
A) Ela quebrará tudo = Tudo será quebrado por ela.
B) Ela quebrara tudo = Tudo foi quebrado por ela.
C) Ela quebra tudo = Tudo é quebrado por ela.
D) Ela tinha quebrado tudo = Tudo tinha sido quebrado por ela.
E) NDA

4) Assinale o único item em que o SE indica ação reflexiva:
A) A menina SE penteia sempre.
B) Nao SE dançou à noite.
C) Fizeram-SE novos acordos.
D) Precisa-Se de mais dados.
E) NDA

5) "Os ladrões foram indentificados por uma testemunha". Transpondo para a voz ativa, teremos:
A) Havia identificado.
B) Tinha identificado.
C) Indentificara.
D) Identificou-se
E) NDA

6) Identifique a frase em que há erro na concordância verbal:
A) Procedeu-se aos interrogatórios.
B) Fizeram-se nomeações.
C) Arrependeram-se de tudo.
D) Conserta-se pneus.
E) NDA

7) Indique o item em que há erro na classificação sintática do SE:
A) Resolveram-SE as dúvidas = pronome apassivador.
B) Vestiu-SE rapidamente = parte integrante do verbo.
C) Precisa-SE de secretárias = indeterminação do sujeito.
D) Elas SE arrependeram = parte integrante do verbo.
E) NDA

8) Assinale o item em que há erro na concordância verbal:
A) Revelar-se-ão as causas do fato.
B) Tomar-se-á, ainda hoje, as providências cabíveis.
C) Necessita-se de outras provas.
D) Obtiveram-se bons resultados.
E) NDA

9) Aponte o item em que há erro na escolha do particípio do verbo abudante na voz passiva ou ativa:
A) O Presidente tinha expresso sua opinião.
B) Os policiais haviam expulsado os baderneiros.
C) A reunião foi suspensa à tarde.
D) Foi eleito por unanimidade.
E) NDA

10) Assinale o item em que há erro na voz passiva do tempo composto:
A) O prêmio tinha sido ganhado por mim.
B) O recurso tinha sido aceito.
C) A carta tinha sido entregue.
D) O curso não havia sido pago.
E) NDA
C,B,B,A,C,D,B,B,A,A

Instrução: Após ter visto os principais casos referentes ao uso correto do pronome, você está apto a reescrever os períodos abaixo, corrigindo-os quando for o caso:
01 - "Jamais haverá inimizade entre você e eu ", disse o rapaz lamentando e chorando".
 
02 - "Venha e traga contigo todo o material que estiver aí!"
 
03 - "Ela falou que era para mim comer, e depois, para mim sair dali."
 
04 - Polidamente, mandei eles entrar e, depois, deixei eles sentar"
 
05 - "Durante toda a aula os alunos falaram sobre ti e sobre mim."
_________________________________________
06 - "Comunico-lhe que, quanto ao livro, deram-no ao professor."
 
07 - "Informamo- lhe que tudo estava bem conosco e com eles."

Respostas:
01 - .... entre você e mim.
02 - ...Traga consigo...
03 - ....para eu comer... para eu sair
04 - ... mandei-os entrar ... deixei-os sair
05 - ...sobre ele...
06 - ...
07 - ...bem com nós


08 - "Espero que V. Exa. e vossa distinta consorte nos honrem com vossa visita.
_________________________________________
09 - "Vossa Majestade, Senhor Rei, sois generoso e bom para com o vosso povo."
_________________________________________
10 - "Ela irá com nós mesmo, disse o homem com voz grave e solene.
_________________________________________
11 - "Ele falou do lugar onde foi com entusiasmo e saudade ao mesmo tempo"
_________________________________________
12 - "Você já sabe aonde ela foi com aquele canalha?
_________________________________________
13 - "Espero que ele vá ao colégio e leve consigo o livro que me pertence.
_________________________________________
14 - "Se vier, traga comigo o livro que lhe pedi"
 
15 - "Mandaram-no à delegacia para explicar o caso da morte."
 
Respostas:
 
08 - ...sua distinta ... com sua visita
09 - ...é generoso e ...seu povo...
10 - ...
11 - ... aonde
12 - ...
13 - ...
14 - ... traga consigo.
15 - ...


16 - Enviaremos-lhe todo o estoque que estiver disponível.
 
17 - "Para lhe dizer tudo, eu preciso de muito mais dinheiro."
_________________________________________
18 - "Ela me disse apenas isto: me deixe passar que eu quero morrer."
_________________________________________
19 - "Me diga toda a verdade porque, assim as coisas ficam mais fáceis."
 
20 - "Tenho informado-o sobre todos os pormenores da viagem."
_________________________________________
21 - "Mandei-te todo o material de que precisas."
_________________________________________
22 - "Dir-lhe-ei toda a verdade sobre o caso do roubo do banco."
 
 
Respostas:
 
16 - ... enviar-lhe-emos
17 - ...
18 - ...deixe-me passar
19 - Diga-me ...
20 - Tenho- o... 21 – Mandar- te- ei
22 - ...


 
23 - Espero que lhe não digam nada a meu respeito.
_________________________________________
24 - "Haviam-lhe informado que ela só chegaria depois das três horas."
_________________________________________
25 - "Nesse ano, muitos alunos passarão no vestibular."
_________________________________________
26 - "Corria o ano de 1964. Neste ano houve uma revolução no Brasil."
_________________________________________
27 - "Estes alunos que estão aqui podem sair, aqueles irão depois.."
_________________________________________
28 - "Os livros cujas páginas estiverem rasgadas serão devolvidos.'
_________________________________________
29 - "Apalpei-lhe as pernas que se deixavam entrever pela saia rasgada."
 
Respostas:
23 - ...
24 - ...
25 - ... neste ano
26 - ...
27 - ...
28 - ...
29 - ...


 
30 - "Agora, peque a tua caneta e comece a substituir, abaixo os complementos grifados pelo pronome oblíquo correspondente:
a) Mandamos o filho ao colégio:
 
b) enviamos à menina um telegrama
_________________________________________
c) Informaram os meninos sobre a menina.
_________________________________________
d) fez o exercício corretamente.
_________________________________________
e) Diremos aos professores toda a verdade.
_________________________________________
f) Ela nunca obedece aos superiores:
_________________________________________
g) Ontem, ela viu você com outra:
_________________________________________
h) Chamei a amiga para a festa.
_________________________________________
___________________________________________________________
31 - (MARCK) Indique quando, na segunda frase, ocorre a substituição errada das palavras destacadas na primeira, por um pronome:
a) O gerente chamou os empregados.
O gerente chamou-os
b) Quero muito a meu irmão.
Quero-lhe muito.
c) Perdoei sua falta por duas vezes.
Perdoei-lhe por duas vezes
d) Tentei convencer o diretor de que a solução não seria justa
Tentei convencê-lo de que a solução não seria justa.
e) A proposta não agradou aos jovens
A proposta não lhe agradou.
__________________________________________________________

32 - (U.F. FLUMINENSE) Numa das frases, está usado indevidamente um pronome de tratamento. Assinale-a:
a) Os Reitores das Universidades recebem o título de Vossa Magnificência.
b) Senhor Deputado, peço a Vossa Excelência que conclua a sua oração.
c) Sua Eminência, o Papa Paulo VI, assistiu à solenidade.
d) Procurei a chefe da repartição, mas Sua Senhoria se recusou a ouvir minhas explicações.
__________________________________________________________

33 - (PUC-SP) Em "O que estranhei é QUE as substâncias eram transferidas....................!
a) artigo - expletivo
b) pronome pessoal - pronome relativo
c) pronome demonstrativo - integrante
d) pronome demonstrativo - expletivo
e) artigo - pronome relativo
__________________________________________________________
34 - (PUC-SP)Em
"TODO sistema coordenado é..........."
"Mas o propósito de TODA teoria física é......."
As palavras destacadas são.... e significam, respectivamente:
a) pronomes substantivos indefinidos qualquer e qualquer
b) pronomes adjetivos indefinidos qualquer e inteiro
c) pronomes adjetivos demonstrativos inteiro e cada um
d) pronomes adjetivos indefinidos inteiro e qualquer
e) pronomes adjetivos indefinidos qualquer e qualquer.
__________________________________________________________

Respostas
30 -
a) mandá-lo...
b) enviamos-lhe...
c) informaram-nos
d) fê-lo
e) Dir-lhes-emos
f) Ela nunca lhes obedece
g) ...ela o viu...
h) chamei-a ...
31 - A
32 - C
33 - A
34 - D

 


1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta o emprego correto do pronome, de acordo com a norma culta:
a) O diretor mandou eu entrar na sala.
b) Preciso falar consigo o mais rápido possível.
c) Cumprimentei-lhe assim que cheguei.
d) Ele só sabe elogiar a si mesmo.
e) Após a prova, os candidatos conversaram entre eles.


2. (IBGE) Assinale a opção em que houve erro no emprego do pronome pessoal em relação ao uso culto da língua:
a) Ele entregou um texto para mim corrigir.
b) Para mim, a leitura está fácil.
c) Isto é para eu fazer agora.
d) Não saia sem mim.
e) Entre mim e ele há uma grande diferença.


3. (U-UBERLÂNDIA) Assinale o tratamento dado ao reitor de uma Universidade:
a) Vossa Senhoria
b) Vossa Santidade
c) Vossa Excelência
d) Vossa Magnificência
e) Vossa Paternidade


4. (BB) Colocação incorreta:
a) Preciso que venhas ver-me.
b) Procure não desapontá-lo.
c) O certo é fazê-los sair.
d) Sempre negaram-me tudo.
e) As espécies se atraem.
5. (EPCAR) Imagine o pronome entre parênteses no lugar devido e aponte onde não deve haver próclise:


a) Não entristeças. (te)
b) Deus favoreça. (o)
c) Espero que faças justiça. (se)
d) Meus amigos, apresentem em posição de sentido. (se)
e) Ninguém faça de rogado. (se)


6. (TTN) Assinale a frase em que a colocação do pronome pessoal oblíquo não obedece às normas do português padrão:


a. Essas vitórias pouco importam; alcançaram-nas os que tinham mais dinheiro.
b. Entregaram-me a encomenda ontem, resta agora a vocês oferecerem-na ao chefe.
c. Ele me evitava constantemente!... Ter-lhe-iam falado a meu respeito?
d. Estamos nos sentido desolados: temos prevenido-o várias vezes e ele não nos escuta.
e. O Presidente cumprimentou o Vice dizendo: - Fostes incumbido de difícil missão, mas cumpriste-la com denodo e eficiência.


7. (FTU) A frase em que a colocação do pronome átono está em desacordo com as normas vigentes no português padrão do Brasil é:


a) A ferrovia integrar-se-á nos demais sistemas viários.
b) A ferrovia deveria-se integrar nos demais sistemas viários.
c) A ferrovia não tem se integrado nos demais sistemas viários.
d) A ferrovia estaria integrando-se nos demais sistemas viários.
e) A ferrovia não consegue integrar-se nos demais sistemas viários.


8. (FFCL-SANTO ANDRÉ) Assinale a alternativa correta:


a) A solução agradou-lhe.
b) Eles diriam-se injuriados.
c) Ninguém conhece-me bem.
d) Darei-te o que quiseres.
e) Quem contou-te isso?


9. (CESGRANRIO) Indique a estrutura verbal que contraria a norma culta:


a) Ter-me-ão elogiado.
b) Tinha-se lembrado.
c) Teria-me lembrado.
d) Temo-nos esquecido.
e) Tenho-me alegrado.


10. (MACK) A colocação do pronome oblíquo está incorreta em:


a) Para não aborrecê-lo, tive de sair.
b) Quando sentiu-se em dificuldade, pediu ajuda.
c) Não me submeterei aos seus caprichos.
d) Ele me olhou algum tempo comovido.
e) Não a vi quando entrou.


GABARITO:
1. D

2. A

3. D

4. D

5. D
6. D
7. B
8. A
9. C
10.B


Empregue nos exercícios a seguir o pronome demonstrativo adequado:

1 – Tenha sempre lembrança _______ eu o amo e sempre o amarei. (disto, disso)

2 – Por que você está usando _______ calça rasgada? (esta, essa)

3 – Como são difíceis ________ dias que estamos atravessando! (estes, esses)

4 – O perdão e a vingança se opõem frontalmente: _______ degrada os homens; _______ os eleva. (esse, esta)

5 – Qual o manequim _______ vestido que você está usando? (deste, desse)

6 – Senhor Presidente: em resposta ao ofício nº 5/92 _______ dessa Presidência, peço vênia para esclarecer que _______ Divisão que me cabe dirigir não pode ser responsabilizada por todas _______ irregularidades a que V. Exa. se refere. (desta, dessa, esta, essa, estas, essas)

7 - _______ mês em que estamos está passando rápido. (este, esse)

8 – Você disse que vai viajar em março para o Rio Grande do Sul? ______ mês também é de chuva lá ______ Estado? (este, esse, neste, nesse, naquele)

9 – Será que ninguém ______ casa me entende? (desta, dessa)

10 – Má escovação causa inflamação na gengiva e ______ todos deviam saber. (isto, isso)

GABARITO.

1 – DISTO

2 – ESSA

3 – ESTES

4 – ESTA, AQUELE

5 – DESSE

6 – DESSA, ESTA, ESSAS

7 – ESTE

8 – ESTE, NAQUELE

9 – DESTA

10 – ISSO
                                                                exercícios retirados da internet