terça-feira, 28 de junho de 2011

Acentuação gráfica

Exercícios retirados da internet  (GABARITO NO FINAL)


1. (IBGE) Assinale a opção cuja palavra não deve ser acentuada: 
a) Todo ensino deveria ser gratuito. 
b) Não ves que eu não tenho tempo? 
c) É difícil lidar com pessoas sem carater. 
d) Saberias dizer o conteudo da carta? 
e) Veranópolis é uma cidade que não para de crescer. 

2. (IBGE) Assinale a opção que contém as três, dentre as cinco palavras sublinhadas, que devem receber acento gráfico: 
a) Eles tem de, sozinhos, aparar o pelo do animal e prepara-lo para a exposiçao. 
b) A estrategia utilizada pelo jogador pos a rainha em perigo em tempo recorde. 
c) Saimos do tribunal mas, por causa do tumulto, não conseguimos a rubrica dos juizes. 
d) A quimica vem produzindo novas cores para as industrias de tecido. 
e) Eles não veem o apoio que se da a qualquer pessoa que aqui vem pedir ajuda. 

3. (EPCAR) Assinale a série em que todos os vocábulos devem receber acento gráfico: 
a) Troia, item, Venus 
b) hifen, estrategia, albuns 
c) apoio (subst.), reune, faisca 
d) nivel, orgão, tupi 
e) pode (pret. perf.), obte-las, tabu 

4. (BB) Opção correta: 
a) eclípse 
b) juíz
c) agôsto
d) saída
e) intúito  

5. (BB) "Alem do trem, voces tem onibus, taxis e aviões". 
a) 5 acentos
b) 4 acentos  
c) 3 acentos 
d) 2 acentos
e) 1 acento 


6. (BB) Monossílabo tônico: 
a) o 
b) lhe 
c) e 
d) luz
e) com 

7. (BB) Leva acento: 
a) pêso 
b) pôde 
c) êste
d) tôda
e) cêdo 

8. (BB) Não leva acento: 
a) atrai-la 
b) supo-la 
c) conduzi-la 
d) vende-la 
e) revista-la 

9. (BB) Noite: 
a) hiato 
b) ditongo 
c) tritongo 
d) dígrafo 
e) encontro consonantal 

10. (UF-PR) Assinale a alternativa em que todos os vocábulos são acentuados por serem oxítonos: 
a) paletó, avô, pajé, café, jiló 
b) parabéns, vêm, hífen, saí, oásis 
c) você, capilé, Paraná, lápis, régua 
d) amém, amável, filó, porém, além 
e) caí, aí, ímã, ipê, abricó 

11. (ITA) Dadas as palavras: 
1. tung-stê-nio 
2. bis-a-vô 
3. du-e-lo 
Constatamos que a separação silábica está correta: 
a) apenas na palavra nº 1 
b) apenas na palavra nº 2
c) apenas na palavra nº 3
d) em todas as palavras 
e) n.d.a 

12. (OSEC) O plural de tem, dê, vê; é, respectivamente: 
a) têm, dêem, vêm
b) tem, dêem, vêem 
c) têm, dêem, vêem 
d) têem, dêem, vêm 
e) têem, dêem, vêem 

13. (FGV-RJ) Assinale a alternativa que completa as frases: 
I - Cada qual faz como melhor lhe ....... . 
II - O que ....... estes frascos? 
III - Nestes momentos os teóricos ....... os conceitos. 
IV - Eles ....... a casa do necessário. 
a) convém, contêm, revêem, provêem 
b) convém, contém, revêem, provém 
c) convém, contém, revêm, provém 
d) convêm, contém, revêem, provêem 
e) convêm, contêm, revêem, provêem

14. (CESCEM) Sob um ..... de nuvens, atracou no ..... o navio que trazia o ..... . 
a) veu, porto, heroi 
b) veu, pôrto, herói 
c) véu, pôrto, herói
d) véu, porto, heroi 
e) véu, porto, herói

15. (CESGRANRIO) Assinale a opção em que os vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica: 
a) pés, hóspedes
b) sulfúrea, distância
c) fosforescência, provém 
d) últimos, terrível 
e) satânico, porém 

16. (SANTA CASA) As palavras após e órgãos são acentuadas por serem respectivamente: 
a) paroxítona terminada em s e proparoxítona 
b) oxítona terminada em o e paroxítona terminada em ditongo 
c) proparoxítona e paroxítona terminada em s 
d) monossílabo tônico e oxítona terminada em o, seguida de s 
e) proparoxítona e proparoxítona 

17. (MACK) Indique a alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente: 
a) lapis, canoa, abacaxi, jovens
b) ruim, sozinho, aquele, traiu
c) saudade, onix, grau, orquidea 
d) voo, legua, assim, tenis 
e) flores, açucar, album, virus 


18. (CESGRANRIO) Aponte a única série em que pelo menos um vocábulo apresente erro no que diz respeito à acentuação gráfica: 
a) pegada - sinonímia
b) êxodo - aperfeiçoe 
c) álbuns - atraí-lo 
d) ritmo - itens 
e) redimí-la - grátis 


19. (PUCC) Assinale a alternativa de vocábulo corretamente acentuado: 
a) hífen 
b) ítem 
c) ítens
d) rítmo 
e) n.d.a 


20. (ITA) Dadas as palavras: 
1. des-a-len-to 
2. sub-es-ti-mar 
3. trans-tor-no, 
constatamos que a separação silábica está correta: 
a) apenas na número 1
b) apenas na número 2
c) apenas na número 3 
d) em todas as palavras 
e) n.d.a 


21. (AMAN) Assinale a opção em que a divisão silábica não está corretamente feita: 
a) a-bai-xa-do
b) si-me-tria
c) es-fi-a-pa-da 
d) ba-i-nhas 
e) ha-vi-a 


22. (PUCC) A última reforma ortográfica aboliu o acento gráfico da sílaba subtônica e o acento diferencial de timbre. Por isso, não há erro de acentuação na alternativa: 
a) surpresa, pelo (contração), sozinho 
b) surprêsa, pelo (contração), sózinho 
c) surprêsa, pélo (verbo), sozinho 
d) surpresa, pêlo (substantivo), sózinho 
e) n.d.a 


23. (ITA) Assinale a seqüência sem erro de acentuação: 
a) pára (verbo), pêlo (substantivo), averigúe, urutu 
b) para (verbo), pelo (substantivo), averigúe, urutu 
c) pára (verbo), pêlo (substantivo), averigüe, urutu 
d) pára (verbo), pelo (substantivo), averigüe, urutú 
e) para (verbo), pêlo (substantivo), averigúe, urutú 


24. (IMES) Assinale a alternativa em que a palavra não tem as suas sílabas corretamente separadas: 
a) in-te-lec-ção
b) cons-ci-ên-cia
c) oc-ci-pi-tal 
d) psi-co-lo-gia 
e) ca-a-tin-ga 


25. (SANTA CASA) As silabadas, ou erros de prosódia, são freqüentes no uso da língua. Assinale a alternativa onde não ocorre nenhuma silabada: 
a. Eis aí um protótipo de rúbrica de um homem vaidoso. 
b. Para mim a humanidade está dividida em duas metades: a dos filântropos e a dos misântropos. 
c. Os arquétipos de iberos são mais pudicos que se pensa. 
d. Nesse ínterim chegou o médico com a contagem de leucócitos e o resultado da cultura de levêdos. 
e. Ávaro de informações, segui todas as pegadas do éfebo.


26. (FGV-RJ) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente grafadas: 
a) raiz, raízes, sai, apóio, Grajau 
b) carretéis, funis, índio, hifens, atrás 
c) buriti, ápto, âmbar, dificil, almoço 
d) órfão, afável, cândido, caráter, Cristovão 
e) chapéu, rainha, tatu, fossil, conteúdo 


27. (PUC) Na palavra conseqüência o acento gráfico se justifica em função de ser: 
a) proparoxítona terminada em ditongo decrescente 
b) paroxítona terminada em ditongo crescente 
c) paroxítona terminada em ditongo decrescente 
d) proparoxítona terminada em ditongo 
e) paroxítona terminada em ditongo nasal 


28. (OBJETIVO) Assinale a alternativa correta quanto à acentuação: 
a) Eu pélo o pêlo pelo prazer de pelar. 
b) É macio o pelo do cão. 
c) Comi a pera. 
d) É o polo Norte. 
e) Os professores mandaram por este álbum sobre a mesa. 


29. (FAC. ENG-SOROCABA) Conforme a numeração, assinale a alternativa correta no que se refere à acentuação gráfica: 
I - erro II - sede III - torre IV - almoço V - governo 
a) nenhuma das alternativas está correta 
b) apenas os números II e III estão corretos 
c) apenas os números II e IV estão corretos 
d) apenas os números IV e V estão corretos 
e) todas as numerações estão corretas 

30. (MED. TAUBATÉ) Apenas uma das alternativas abaixo apresenta erro de acentuação. Assinale-a: 
a) baú, véu 
b) lêem, vôo
c) comer, anti-rabico
d) super-homem, órgão 
e) raízes, bênção 


31. (OBJETIVO) Em que par só uma das palavras deveria receber o trema? 
a) cinqüenta, agüentar
b) qüinqüênio, eloqüente
c) tranqüilo, lingüística 
d) ungüento, freqüente 
e) lingüiça, güerra 


32. (VIÇOSA) Todas as palavras abaixo obedecem à mesma regra de acentuação, exceto: 
a) já
b) nós
c) pés 
d) dói 
e) há 


33. (MACK) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretas quanto à acentuação gráfica: 
a) Grajaú, balaustre, urubús
b) árduo, língua, raíz 
c) raízes, fúteis, água 
d) heróico, assembléia, côroa 
e) túneis, apôio, equilíbrio 


34. ( ENG. ITAJUBÁ) Nenhum dos vocábulos abaixo deve receber acento gráfico, exceto: 
a) maligno 
b) gratuito
c) degrau
d) improbo 
e) item 


35. (PUCC) Assinale a alternativa em que nenhuma palavra deve receber acento gráfico: 
a) o governo, o juri, a garoa
b) preto, fossil, seres 
c) itens, polens, erros
d) item, polen, cedo 
e) n.d.a 

36. (CARLOS CHAGAS) À luz de seu magnífico ............-de-sol, ..............., parece uma cidade ............... . 
a) por, Paranavaí, tranquila
b) por, Paranavai, tranquila 
c) por, Paranavai, tranqüila
d) pôr, Paranavaí, tranqüila 
e) pôr, Paranavaí, tranquila 

37. (FURG-RS) A seqüência de palavras cujas sílabas estão separadas corretamente é: 
a) a-dje-ti-va-ção / im-per-do-á-vel / bo-ia-dei-ro 
b) in-ter-ve-io / tec-no-lo-gi-a / su-bli-nhar 
c) in-tu-i-to / co-ro-i-nha / pers-pec-ti-va 
d) co-ro-lá-rio / subs-tan-ti-vo / bis-a-vó 
e) flui-do / at-mos-fe-ra / in-ter-vei-o 


38. (FURG-RS) Assinale a seqüência em que todas as palavras estão partidas corretamente: 
a) trans-a-tlân-ti-co, fi-el, sub-ro-gar 
b) bis-a-vô, du-e-lo, fo-ga-réu 
c) sub-lin-gual, bis-ne-to, de-ses-pe-rar 
d) des-li-gar, sub-ju-gar, sub-scre-ver 
e) cis-an-di-no, es-pé-cie, a-teu 


39. (UFV-MG) As sílabas das palavras psicossocial e traído estão corretamente separadas em: 
a) psi-cos-so-ci-al / tra-í-do 
d) p-si-co-sso-cial / tra-í-do 
b) p-si-cos-so-cial / tra-í-do 
e) psi-co-sso-cial / tra-í-do 
c) psi-co-sso-ci-al / traí-do 


40. (ACAFE-SC) Na frase "No restaurante, onde entrei arrastando os cascos como um dromedário, resolvi-me ver livre das galochas", existem: 
a) dois ditongos, sendo um crescente e um decrescente 
b) três ditongos, sendo dois crescentes e um decrescente 
c) três ditongos, sendo um crescente e dois decrescentes 
d) quatro ditongos, sendo dois crescentes e dois decrescentes 
e) quatro ditongos, sendo três crescentes e um decrescente 


41. (UEPG-PR) Nesta relação, as sílabas tônicas estão sublinhadas. Uma delas, porém, está sublinhada incorretamente. Assinale-a: 
a) in-te-rim 
b) pu-di-co 
c) ru-bri-ca
d) gra-tui-to 
e) i-nau-di-to 


42. (UNIRIO) "O bom tempo passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam os dias cochilando." No trecho ao lado, temos: 
a) dois ditongos e três hiatos
b) cinco ditongos e dois hiatos 
c) quatro ditongos e três hiatos 
d) três ditongos e três hiatos 
e) quatro ditongos e dois hiatos 


43. (UNIRIO) Assinale a melhor resposta. Em papagaio, temos: 
a) um ditongo 
b) um trissílabo 
c) um dígrafo 
d) um proparoxítono 
e) um tritongo 


44. (UM-SP) Assinale a alternativa em que pelo menos um vocábulo não seja acentuado: 
a) voo, orfão, taxi, balaustre 
b) itens, parabens, alguem, tambem 
c) textil, amago, cortex, roi
d) papeis, onix, bau, ambar 
e) hifen, cipos, leem, pe 


45. (UFSCAR-SP) Assinale a série em que todas as palavras estão acentuadas corretamente: 
a) idéia, úrubu, suíno, ênclise 
b) bíceps, heróico, ítem, fóssil 
c) tênis, fôsseis, caiste, japonesa 
d) fútil, hífen, ânsia, decaído 
e) apóia, tapête, órfã, ruína 

46. (BB) Afirmativa falsa: 
a) Dôce é acentuada graficamente 
b) Há acento indevido em raíz 
c) Falta acento em ruina 
d) Têm está acentuada por indicar plural 
e) Funil não deve ser acentuada graficamente 


47. (BB) Único segmento errado quanto à acentuação gráfica: Tens idéia de quanto é inútil bancar o mártir? Nesse rítmo, acabas perdendo o juízo. 
a) idéia
b) inútil 
c) mártir 
d) rítmo 
e) juízo 


48. (BB) Opção com as duas palavras grafadas incorretamente: 
a) repôr, ítem 
b) contínuo, órgão
c) atribuía, alô 
d) revólver, parabéns 
e) apóio, jaburú 

49. (TRT) Assinale a alternativa em que todas as palavras são paroxítonas (foram omitidos os acentos): 
a) rubrica - avaro - pegada - acrobata 
b) mister - filantropo - misantropo - condor 
c) pegaso - prototipo - arquetipo - rubrica 
d) necromancia - quiromancia - ibero - nobel 
e) nenhuma das anteriores

50. (ESAF) Indique a alternativa em que há erro(s) de divisão silábica:
a) res-sur-gir, a-ve-ri-güeis, vô-o, quais-quer 
b) ca-í-ram, co-o-pe-rar, pig-meu, op-ção, cons-ti-tuin-tes 
c) tu-a, ai-ro-so, e-gí-pcio, su-bs-tan-ti-vo, pneu-má-ti-co 
d) ab-di-ca-ção, o-ci-den-tal, sor-rin-do, sou-bes-te, mne-mô-ni-ca 
e) a-do-les-cen-te, mai-o-res, sub-ju-gar, me-lan-co-li-a, cir-cui-to 

51. (ESAF) Em todas as alternativas as palavras foram acentuadas corretamente, exceto em: 
a) Eles têm muita coisa a dizer. 
b) Estude os dois primeiros ítens do programa. 
c) Afinal, o que contém este embrulho? 
d) Foi agradável ouvir aquele orador. 
e) Por favor, dêem-lhe uma nova chance. 


52. (ADM. POSTAL CORREIOS) Marque o item que completa corretamente a frase:
Aqueles que ............... do interior, ............... a cidade grande como o mundo que lhes ............... . 
a) vêem - vêm - convêm
b) vêm - vêem - convêm 
c) veem - vêm - convem 
d) vêem - vêem - convém 
e) vêm - vem - convem 


53. (ADM. POSTAL CORREIOS) Assinale a opção em que os vocábulos não obedecem à mesma regra de acentuação gráfica: 
a) idéia - herói - escarcéu 
b) concluído - saúde - atribuí-lo 
c) amá-lo - fazê-lo - pô-lo 
d) conseqüência - mágoa - homogêneo 
e) cáqui - ninguém - amável


54. (UEG) Indique o par em que o acento gráfico não tem a mesma função: 
a) círculo - líquido
b) notícia - proprietário
c) pôr - pára 
d) água - pára 
e) difíceis - amáveis 


55. (CARLOS CHAGAS) - Por favor, .......... com esse .......... pois precisamos de .......... . 
a) para, ruído, tranqüilidade 
b) para, ruido, tranquilidade 
c) para, ruído, tranquilidade
d) pára, ruido, tranqüilidade 
e) pára, ruído, tranqüilidade 


56. (CARLOS CHAGAS) Terminado o .........., o .......... recebeu .......... aplausos. 
a) vôo - herói - veemêntes
b) voo - heroi - veemêntes
c) vôo - heroi - veementes 
d) voo, herói, veemêntes 
e) vôo, herói, veementes 


57. (ESPCEX) Assinale a alternativa cujas palavras estão corretas quanto à acentuação: 
a) Luis, apôio, nódoa, próton, chapéuzinho 
b) gratuíto, eu apóio, ítem, pêras, álbuns 
c) sauduíche, averigúe, refém, puni-lo, amável 
d) âmago, ônus, amá-lo-íeis, itens, taxi 
e) biquini, juíz, áureo, joquei, eles mantém 


58. (ESPCEX) Assinale a alternativa correta quanto à divisão silábica das palavras dadas: 
a) sa-gu-ão, mín-guam, a-bs-tra-to, de-lin-qüi-u, plúm-beo 
b) fric-ção, rit-mo, pneu-má-ti-co, cai-ais, bo-ê-mia 
c) mag-ne-tis-mo, en-xa-güei, ni-nha-ri-a, res-pe-i-to, mei-os 
d) su-blo-car, ca-iu, re-ce-pção, a-cces-sí-vel, subs-cre-ver 
e) coi-ta-do, trans-a-tlân-ti-co, pis-ci-na, suas, põem 


59. (FUVEST) Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente acentuadas: 
a) Tietê, órgão, chapéuzinho, estrêla, advérbio 
b) fluido, geléia, Tatuí, armazém, caráter 
c) saúde, melância, gratuíto, amendoím, fluído 
d) inglês, cipó, cafèzinho, útil, réu 
e) canôa, heroismo, crêem, Sergípe, bambú 


60. (PUC-RS) Aponte o único conjunto onde há erro na divisão silábica: 
a) flui-do, sa-guão, dig-no 
b) cir-cuns-cre-ver, trans-cen-den-tal, tran-sal-pi-no 
c) con-vic-ção, tung-stê-nio, rit-mo 
d) ins-tru-ir, an-te-pas-sa-do, se-cre-ta-ri-a 
e) co-o-pe-rar, dis-tân-cia, bi-sa-vô 


61. (UFF) Apenas num dos seguintes casos a divisão silábica não está feita de 
acordo com as normas vigentes. Assinale-o: 
a) tran-sa-tlân-ti-co 
b) ab-di-ca-ção
c) subs-ta-be-le-cer
d) fri-ís-si-mo 
e) cis-an-di-no 

62. (TRE-MT) A alternativa em que as duas palavras acentuadas não seguem a mesma regra de acentuação é: 
a) ninguém - também 
b) dólar - pólo 
c) eficiência - próprio
d) escrúpulos - síntese 
e) heróis - bóia 


63. (TRE-MT) Segue a mesma regra de acentuação de país a palavra: 
a) saúde 
b) aliás
c) táxi
d) grêmios 
e) heróis 

64. (TRE-ES) "Aí" é acentuada pelo mesmo motivo de: 
a) aquí 
b) dá
c) é 
d) baú 
e) porém 


65. (TRE-MG) Assinale a palavra que contém exemplo de ditongo decrescente e dígrafo: 
a) companhia
b) exceção
c) répteis 
d) cãimbra 
e) gratuito 

66. (LICEU) Acentue as palavras abaixo e encontre a alternativa que corresponda, respectivamente, a róseo, tímida e encontrará: 
a) Nobel, interim, papeis 
b) condor, avaro, alguem
c) ruim, filantropo, condor
d) pudico, palida, mister 
e) levedo, libido, ruim 


67. (UEG) Assinale o único vocábulo cujo critério de acentuação gráfica é o mesmo que determinou o emprego do acento em "idéia": 
a) história 
b) difíceis
c) jóia
d) família 
e) fidélis 


68. (TRE-MT) A separação de sílabas está incorreta na alternativa: 
a) mi - nis - té - rio 
b) ab-so-lu-tas 
c) ne-nhu-ma
d) té-cni-co 
e) res-sen-ti-men-tos 


69. (MACK) Assinale a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente: 
a) bonus, tenis, aquele, virus 
b) repolho, cavalo, onix, grau 
c) juiz, saudade, assim, flores
d) levedo, caracter, condor, ontem 
e) caju, virus, niquel, ecloga 


70. (TRE-RJ) A alternativa que apresenta erro quanto à acentuação em um dos vocábulos é: 
a) lápis - júri
b) bônus - hífen 
c) ânsia - série 
d) raízes - amável 
e) Anhangabaú - bambú 


71. (TRE-MG) Ambas as palavras contêm exemplo de hiato em: 
a) árduo / mãe 
b) área / chapéu 
c) diário / quota 
d) pavio / moer 
e) luar / anzóis 


72. (ETF-SP) Assinalar a alternativa correta quanto à acentuação: 
a) Para por o sotão em ordem foram necessárias duas pessoas. 
b) Aqueles índios se alimentam de raizes e andam nús pela floresta. 
c) Já faz três mêses que saí da presidência da emprêsa. 
d) O elevador só pára se o botão for acionado. 
e) O remedio que combate esse virus já foi descoberto? 

73. (TTN) Marque a alternativa correta quanto à divisão silábica: 
a) fi-a-do, flui-do, ru-im 
b) se-cre-ta-ri-a, ins-tru-ir, né-ctar 
c) co-o-pe-rar, tung-stê-nio, i-guais 
d) cir-cui-to, subs-cre-ver, a-po-te-ose 
e) abs-ces-so, ri-tmo, sub-ju-gar 


74. (TTN) Assinale a frase incorreta quanto à acentuação gráfica: 
a. A funcionária remeterá os formulários até o início do próximo mês. 
b. Ninguém poderia prever que a catástrofe traria tamanho ônus para o país.
c. Este voo está atrasado; os senhores tem que embarcar pela ponte aerea e fazer conexão no Rio para Florianopolis. 
d. O pronunciamento feito pelo diretor na assembléia revestia-se de caráter inadiável. 
e. Segundo o regulamento em vigor, o órgão competente tomará as providências cabíveis. 

75. (TTN) Assinale o trecho que apresenta erro de acentuação gráfica: 
a. Inequivocamente, estudos sociológicos mostram que, para ser eficaz, o chicote, anátema da sociedade colonial, não precisava bater sobre as costas de todos os escravos. 
b. A diferença de ótica entre os díspares movimentos que reivindicam um mesmo amor à natureza se enraízam para além das firulas das discussões político-partidárias. 
c. No âmago do famoso santuário, erguido sob a égide dos conquistadores, repousam enormes caixas cilíndricas de oração em forma de mantras, onde o novel na fé se purifica. 
d. O alvo da diatribe, o fenômeno da reprovação escolar, é uma tolice inaceitável, mesmo em um paradígma de educação deficitária em relação aos menos favorecidos. 
e. Assustada por antigas endemias rurais, a, até então, álacre sociedade brasileira tem, enfim, consciência do horror que seria pôr filhos em um mundo tão inóspito.


76. (UF-PI) Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam acentuadas corretamente: 
a) Quero por um ponto final nessa polêmica. 
b) Com desconfiança, apos sua rúbrica em todos os documentos. 
c) Preferem maçã à pera. 
d) Lavou o pelo do animal com sabão comum. 
e) Como bom contador, ele gosta de boêmia. 


77. (CESGRANRIO) Assinale o item em que ocorre erro ortográfico: 
a) ele mantém / eles mantêm 
b) ele dê / eles dêem 
c) ela contém / elas contêm
d) ele vê / eles vêem 
e) ele contém / eles contêem 

78. (PUC-RJ) Aponte a opção em que as duas palavras são acentuadas devido à mesma regra: 
a) saí - dói 
b) relógio - própria 
c) só - sóis 
d) dá - custará 
e) até - pé 


79. (UNIRIO) Assinale a opção em que o vocábulo apresenta ao mesmo tempo um encontro consonantal, um dígrafo consonantal e um ditongo fonético: 
a) ninguém 
b) coalhou 
c) iam 
d) nenhum 
e) murcham 

80. (TRT-ES) Leia o texto e assinale o item que apresenta correta divisão silábica: Atualmente, as plantas medicinais voltam a suscitar grande interesse, tanto na área dos profissionais da saúde como na própria sociedade. 
a) mui-to / su-sci-tar 
b) saú-de / so-cie-da-de 
c) me-di-ci-na-is / sa-ú-de
d) sus-ci-tar / me-di-ci-nais 
e) in-te-res-se / a-tual-men-te 


GABARITO:
1 - A 21 - B 41 - A 61 - E 
2 - A 22 - A 42 - A 62 - B 
3 - B 23 - A 43 - A 63 - A 
4 - D 24 - D 44 - B 64 - D 
5 - A 25 - C 45 - D 65 - B 
6 - D 26 - B 46 - A 66 - D 
7 - B 27 - B 47 - D 67 - C 
8 - C 28 - A 48 - A 68 - D 
9 - B 29 - E 49 - A 69 - C 
10 - A 30 - C 50 - C 70 - E 
11 - C 31 - E 51 - B 71 - D 
12 - C 32 - D 52 - B 72 - D 
13 - A 33 - C 53 - E 73 - A 
14 - E 34 - D 54 - D 74 - C 
15 - B 35 - C 55 - E 75 - D 
16 - B 36 - D 56 - E 76 - E 
17 - B 37 - E 57 - C 77 - E 
18 - E 38 - C 58 - B 78 - B 
19 - A 39 - A 59 - B 79 - E 
20 - C 40 - C 60 - C 80 - D

quarta-feira, 1 de junho de 2011

SEM ABORTO. COM DOR... Interpretação de texto - Ensino Médio

SEM ABORTO. COM DOR...         

 

A decisão do Supremo Tribunal Federal de derrubar a liminar que autorizava o aborto de fetos sem cérebro é a expressão de um retrocesso. É verdade que as pressões religiosas, principalmente dos  católicos, chegaram a um ponto inédito, de tão abertas e escancaradas.  Os igrejeiros atulharam os e-mails dos ministros do STF, entupiram os  aparelhos de fax e houve quem tenha ido ao tribunal para distribuir  pessoalmente panfletos e cartazes na campanha contra o aborto.  Circularam comentários, com suspeita insistência, de que houve até  ministro redigindo seu voto com o prestimoso auxílio de um arcebispo  da Igreja Católica. No fim, por 7 votos a 4, os ministros derrubaram a  liminar. Resta  uma esperança. O STF terá de tomar uma decisão  definitiva sobre o tema, autorizando ou proibindo o aborto, quando  julgar o mérito da ação em data a ser marcada. Mas a cassação da  liminar já emite um sinal desolador de que a maioria dos ministros  tende a votar pela proibição do aborto. A decisão do STF é perfeitamente lógica e defensável do ponto de  vista teológico, mas é um monstro do ponto de vista jurídico. No  universo da fé, a vida é uma dádiva divina. Só Deus pode tirá-la. O  aborto, qualquer um, mesmo o aborto terapêutico de fetos sem  cérebro, cuja chance de sobreviver fora do útero é nula, mesmo nesses  casos, é visto como pecado e, portanto, inadmissível. No mundo  jurídico de um Estado laico, porém, as coisas não funcionam assim.  Não somos guiados na vida civil pelos dogmas católicos, evangélicos,  islâmicos, candomblecistas. E, neste mundo, a vida não é sagrada, nem  mesmo absoluta. Tanto que a legislação brasileira não preserva a vida  fetal sob qualquer hipótese. Ao contrário. Autoriza o aborto se a  gestante correr risco de vida ou se a gravidez for resultado de estupro.  Por que nesses casos pode, mas no caso de um feto sem cérebro não?  Aparentemente apenas porque o STF, que deveria ater-se aos princípios legais como corte constitucional de um Estado laico, se  deixou influenciar por utopias bíblicas. Um atraso e tanto.[....]

 

01  - O principal argumento do jornalista em defesa de seu ponto de  vista é o de que:

(A) Estado e Religião não devem misturar-se;

(B) são ilegítimas as pressões sobre o Estado;

(C) a vida humana é mais importante que qualquer dogma;

(D) o poder teológico deve prevalecer sobre o jurídico;

(E) a opinião pública é mais sábia que as leis.

 

02 - Segundo o texto, a maior responsabilidade pela cassação da liminar  deve-se:

(A) à pressão da Igreja Católica;

(B) à atuação dos ministros do STF;

(C) a um arcebispo da Igreja Católica;

(D) à falta de esclarecimento público;

(E) à falta de comunicação do STF.

 

03  - "...chegaram a um ponto inédito, de tão abertas e escancaradas";  esta frase equivale a:

(A) chegaram a um ponto inédito, apesar de abertas e escancaradas;

(B) chegaram a um ponto inédito, já que tão abertas e escancaradas;

(C) embora tão abertas e escancaradas, chegaram a um ponto inédito;

(D) chegaram a um ponto inédito, se tão abertas e escancaradas;

(E) chegaram a um ponto tão inédito, mas abertas e escancaradas.

 

04  - "...chegaram a um ponto tão INÉDITO,..."; nesse contexto, o  vocábulo em maiúsculas equivale a algo:

(A) nunca publicado antes;

(B) nunca ocorrido antes;

(C) jamais discutido antes;

(D) nunca analisado antes;

(E) jamais acionado antes.

 

05 - No título do texto, a "dor" refere-se ao/à:

(A) sofrimento de quem deve fazer aborto;

(B) padecimento dos pais pela extinção de uma vida;

(C) desolação do autor pela decisão do STF;

(D) desilusão dos pais que não podem fazer aborto;

(E) angústia dos católicos na defesa da vida

 

06  - Ao chamar os católicos de "igrejeiros", o autor do texto revela  intenção de:

(A) elogiar a ação da Igreja Católica;

(B) destacar a grande quantidade de católicos no país;

(C) enfatizar o poder político dos católicos;

(D) mostrar a devoção religiosa de um grupo;

(E) criticar o exagero de certas posições.

 

07  - "É verdade que as pressões religiosas, principalmente dos católicos, chegaram a um ponto inédito, de tão abertas e escancaradas";  só NÃO se pode inferir (deduzir) desse segmento do texto que:

(A) os católicos formaram o grupo de maior pressão sobre o STF;

(B) as pressões são normalmente realizadas de forma mais discreta;

(C) outros grupos religiosos pressionaram o STF;

(D) todas as pressões referidas possuíam igual teor;

(E) as pressões sobre o STF sempre alcançam seus objetivos.

 

08 - Os verbos "atulhar" e "entupir" servem para indicar:

(A) demasiado trabalho;

(B) ação desorganizada;

(C) quantidade exagerada;

(D) interferência ocasional;

(E) atividade política.

 

09  - "...mesmo nesses casos, é visto como pecado e, portanto,  inadmissível. No mundo jurídico de um Estado laico, porém, as coisas  não funcionam assim"; os termos que substituem, de forma adequada, respectivamente, os sublinhados no segmento dado, são:

(A) logo / entretanto;

(B) por isso / pois;

(C) assim / visto que;

(D) então / embora;

(E) logo que / todavia.

 

10  - "Só Deus pode tirá-la"; esse é um pensamento, que, segundo o  autor do texto:

(A) pertence à Igreja e ao Estado;

(B) nem sempre é respeitado pela Igreja;

(C) é seguido fielmente pelo Estado;

(D) se localiza somente no espaço teológico;

(E) se justifica em todos os níveis da vida.

 

11  - "E, neste mundo, a vida não é sagrada, nem mesmo absoluta"; o  mundo ao que esse segmento do texto se refere é o:

(A) da vida religiosa em geral;

(B) de algumas das religiões citadas;

(C) teológico e jurídico;

(D) da vida civil;

(E) dos candomblecistas.

 

12 – Leia os textos 01 e 02 para responder a questão seguinte:

 

Texto 01

Apesar de a questão ter despertado tantas opiniões, não temos, ainda, uma proposta concreta da Abravest (Associação Brasileira do Vestuário). A oferta verbal foi de uniformes com pequena propaganda institucional na manga da camisa e no bolso traseiro da calça, excluindo bebida e fumo. A polêmica é útil menos pela questão dos uniformes e mais por discutir a parceria público-privada, desnudar as mazelas da educação, suas prioridades óbvias que fazem destes R$ 65 milhões gastos [pelo governo] com uniformes uma verba preciosa para atender suas reais necessidades. [...]

Com os R$ 65 milhões, poderíamos,  a cada ano, construir mais 50 escolas ou colocar 35 mil crianças nas creches conveniadas e dar melhor conforto aos nossos professores. Acabaríamos, em quatro anos, com a demanda reprimida das creches, com os três turnos diurnos e melhoraríamos a qualidade do ensino. (José Aristodemo Pinotti)

 

Texto 02

O uso de propaganda nos uniformes das escolas da Prefeitura de São Paulo fere os direitos constitucionais das crianças e dos adolescentes. O mesmo artigo 227 da Constituição de 1988, que estabelece o direito à educação, determina como dever do Estado protegê-los da exploração econômica.

Ao utilizar os uniformes escolares para veiculação de logomarca comercial, a prefeitura, em flagrante contradição com a lei federal, faz deles garotos e garotas-propaganda de empresas que obviamente pretende obter retorno financeiro por meio da divulgação da logomarca institucional ou marca de seu produto no espaço escolar, nos meios de transporte e em todos os lugares por onde andarem os eventuais recém-contratados outdoors ambulantes. (Fabio Bezerra de Brito)

 

Segundo os textos 1 e 2, é correto afirmar:

 

I. Embora façam uso de argumentos diferentes, Pinotti  e Brito defendem o mesmo ponto de vista sobre a veiculação de propaganda nos uniformes escolares.

II. Para Brito, é inaceitável veicular publicidade em uniformes escolares, uma vez que essa prática configura a exploração econômica de crianças e adolescentes.

III. Segundo Pinotti, a questão dos uniformes com propaganda dos patrocinadores já foi discutida com a Abravest, mas as instituições interessadas ainda não formalizaram um acordo.

IV.  Para Pinotti, os benefícios decorrentes da economia com a compra de uniformes são maiores que o custo de impor aos alunos uniformes com publicidade.

 

Assinale a alternativa correta.

a-( ) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.

b-( ) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.

c-( ) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.

d-( ) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.

e-( ) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras

 

1ªA, 2 A, 3 B, 4 B, 5 C, 6 E,7 E, 8 C, 9 A, 10 D, 11 D, 12 A.

sábado, 14 de maio de 2011

Resumo: teoria e prática
Resumo é uma condensação fiel das ideias ou fatos contidos no texto. Resumir um texto significa reduzi-lo ao seu esqueleto essencial sem perder de vista três elementos:
a)      Cada uma das partes essenciais do texto;
b)      A progressão em que elas acontecem;
c)      A correlação que o texto estabelece  entre cada uma delas.
O resumo é, pois, uma redução do texto original, procurando captar suas idéias essenciais, na progressão e no encadeamento em que aparecem no texto. Quem resume deve exprimir, em estilo objetivo, os elementos essenciais do texto. Por isso não cabem,  num resumo, comentários ou julgamentos ao que está sendo condensado.

Muitas pessoas julgam que resumir é reproduzir frases ou partes de frases do texto original, construindo uma espécie de "colagem". Essa colagem de fragmentos do texto original não é um resumo. Resumir é apresentar com as próprias palavras, os pontos relevantes de um texto. A reprodução de frases do texto, em geral, atesta que ele não foi compreendido.

Para elaborar um bom resumo, é necessário compreender antes o conteúdo global do texto. Não é possível ir resumindo a medida que se vai fazendo a primeira leitura. É evidente que o grau de dificuldade para resumir um texto depende basicamente de dois fatores:
a) da complexidade do próprio texto (seu vocabulário, sua estruturação sintático-semântica, suas relações lógicas, o tipo de assunto tratado etc.);
b) da competência do leitor (seu grau de amadurecimento intelectual, o repertorio de informações que possui, a familiaridade com os temas explorados).

Dicas para se fazer um bom resumo:
  1. Ler uma vez o texto ininterruptamente, do começo ao fim. Essa primeira leitura deve ser repetida até o aluno ser capaz de responder à seguinte questão: do que trata o texto?
  2. Uma segunda leitura é sempre necessária. Mas esta, com o lápis na mão, para compreender  melhor o significado de cada palavra ou expressão desconhecida ( se necessário recorra ao dicionário), deve-se prestar atenção nas palavras relacionais, isto é, aos elementos de coesão;
  3. Num terceiro momento, tentar fazer uma segmentação do texto em blocos de ideias que tenham alguma unidade de significação. Ao se resumir um texto pequeno pode-se adotar como critério de segmentação a divisão em parágrafos, oposição entre personagens, oposição de espaço e tempo, capítulos, enfim cada texto apresenta indícios de qual melhor opção para segmentá-lo.
  4. Dar a redação final com suas palavras, procurando não só condensar os segmentos, mas encandeá-los na progressão em que se sucedem no texto, estabelecendo as relações entre entres.

Nós, antropólogos sociais, que sistematicamente estudamos sociedades diferentes, fazemos isso quando viajamos. Em contato com sistemas sociais diferentes, tomamos consciência de modalidades de ordenação espacial diversas que surgem aos nossos sentidos de modo insólito, apresentando problemas sérios de orientação (...). E foi  curioso e intrigante descobrir em Tóquio que as casas têm um sistema de endereço personalizado e não impessoal como no nosso. Tudo muito parecido com as cidades brasileiras do interior onde, não obstante cada casa ter um número e cada rua um nome, as pessoas informam ao estrangeiro a posição das moradias de modo personalizado e até mesmo intimo: "A casa do Seu Chico fica ali em cima... do lado da mangueira... é uma casa com cadeiras de lona na varanda... tem janelas verdes e telhado  bem velho...fica logo depois do armazém do Seu Ribeiro..."Aqui, com vemos, espaço se confunde com a própria ordem social de modo que, sem entender a sociedade com suas redes de relações sociais e valores, não se pode interpretar como o espaço é concebido. Alias, nesses sistemas, pode-se dizer que o espaço não existe como uma dimensão social independente e individualizada, estando sempre misturado, interligado ou "embebido" – como diria Karl Polanyi – em outros valores que servem para orientação geral. No exemplo, sublinhei a expressão "em cima" para revelar precisamente esse aspecto, dado que a sinalização tão banalizada no universo social brasileiro do "encima" e do "em baixo" nada tem a ver com altitudes topograficamente assinaladas, mas exprimem regiões sociais convencionais e locais. Às vezes querem indicar antiguidades ( a parte mais velha da cidade fica mais "em cima") , noutros casos pretender sugerir segmentação social e econômica: quem mora ou trabalha "embaixo" é mais pobre e tem menos prestigio social e recursos econômicos. Tal era o caso da cidade de Salvador no período colonial, quando a chamada "cidade baixa", no dizer de um historiador do período "era dominada pelo comercio e não pela religião" (dominante, junto com os serviços públicos mais importantes, na "cidade alta"). "No cais – continua ele dando razão aos nossos argumentos – marinheiros, escravos e estivadores exerciam controle e a área  muito provavelmente fervilhava com a mesma bulha que lá se encontra hoje em dia" (Cf. Schwartz, 1979:85). Do mesmo modo e pela mesma sorte de lógica social, são muitas as cidades brasileiras que possuem sua "rua Direita" mas que jamais terão, penso eu, uma "rua Esquerda"! Foi assim no caso do Rio de Janeiro, que além de  ter a sua certíssima rua Direita, realmente localizada à direita do largo do Paço, possuía também  as suas ruas dos Pescadores, Alfândega, Quitanda (onde havia comercio de fazenda), Ourives – dominada por joalheiros e artífices de metais raros – e  muitas outras, que denunciavam com seus nomes as atividades que nelas de desenrolavam. Daniel P. Kidder, missionário norte-americano que aqui residiu entre 1837 e 1840, escreveu uma viva e sensível descrição das ruas do Rio de Janeiro e do seu "movimento", não deixando de ressaltar no seu relato alguma surpresa pelos seus estranhos nomes e sua notável, diria eu, metonímia ou unidade de continente e conteúdo.

Ora tudo isso contrasta claramente com modo de assinalar posições nas cidades norte-americanas, onde as coordenadas de indicação são positivamente geométricas, decididamente topográficas e, por causa disso mesmo, pretendem-se estar classificadas por um código muito mais universal e racional. Assim, as cidades dos Estados Unidos se orientam muito mais em termos de pontos cardeais – Norte/Sul, Leste/Oeste – e de um sistema numeral para ruas e avenidas, do que por qualquer acidente geográfico, ou qualquer episodio histórico, ou – ainda -  alguma característica social e/ou política. Nova  Yorque, conforme todos sabemos, é o exemplo mais bem-acabado disso que é, porém, comum a todos os Estados Unidos. Se lá então é mais fácil para um brasileiro  navegar socialmente nas cidades e estradas, é simplesmente porque ele ( ou ela) não está habituado a uma forma de denotar o espaço onde a forma de notação surge de modo mais individualizado, quantificado e impessoalizado. (659 palavras)
DA MATTA, Roberto. A casa e a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil. São Paulo, Brasiliense, 1985. p. 25-7



Depois de ler o texto do começo ao fim, veremos que ele  trata do modo distinto como cada sistema social organiza o espaço.

Depois percebemos o movimento do texto: afirmação de que existem diferentes maneiras de ordenação espacial e, em seguida, ilustração dessa idéia, comparando a maneira de ordenar e denominar o espaço nas cidades brasileiras e a de fazer a mesma operação  nas cidades norte-americanas

O texto divide-se em duas grandes partes: a proposição e ilustração. A segunda parte divide-se segundo o critério de oposição espacial: Brasil X Estados Unidos (Tóquio não é levada em conta, porque a observação a respeito dos endereços no Japão serve apenas para introduzir o problema da indicação dos endereços no Brasil). Para facilitar, podemos segmentar o texto em três partes:

1º "Nós, antropólogos sociais" até "problemas sérios de orientação";

2º "E foi curioso e intrigante" até "unidade de continente e conteúdo";

3º "Ora, tudo isso contrasta" até o fim.

As partes se resumem da seguinte maneira:

1º existência de uma ordenação espacial peculiar a cada sistema social;
2º Brasil – ordenação e denominação do espaço a partir de critérios pessoais, sociais;
3º Estados Unidos – ordenação e denominação do espaço a partir de critérios impessoais.

            Cada sistema social concebe a ordenação do espaço de uma maneira típica. No
Brasil, o espaço não é concebido como um elemento independente dos valores sociais, mas está embebido neles. Expressões como "em cima" e "em baixo", por exemplo, não exprimem  propriamente a noção de altitudes mas indicam regiões sociais. As avenidas e ruas recebem  nomes indicativos de episódios históricos , de acidentes geográficos ou de alguma característica social ou política. Nas cidades norte-americanas, a orientação espacial é feita pelos pontos cardeais e as ruas e avenidas recebem um número e não um nome. Concebe-se, então,  o espaço como um elemento dotado de impessoalidade, sem qualquer relação com os valores sociais. (111 palavras)


Exercícios:

A - Resuma o excerto a seguir transcrito, constituído por trezentas e oitenta e nove palavras, num texto de cento e quinze.
Antes de iniciar o teu resumo, lê  atentamente as observações apresentadas em final de página.

Muito em síntese, pode ver-se a poesia portuguesa dos últimos cento e cinquenta anos dividida em três largos períodos, cada um deles inaugurado por um movimento de vanguarda e constituído, depois, por fases semelhantes - paralelas ou sucessivas - de afirmação, correcção e dissolução do próprio movimento inicial. As datas inaugurais seriam precisamente 1825 - o ano da publicação do poema Camões, de Garrett -, 1865 - o ano da publicação das Odes Modernas, de Antero - e 1915 - o ano do aparecimento do Orpheu, com Fernando Pessoa à testa do movimento modernista. Tal como Garrett fora a figura central do vanguardismo romântico de 1825 e Antero o vulto polarizador do vanguardismo realista da geração de 70, Fernando Pessoa é o corifeu(1) do vanguardismo de 1915. Entre as personalidades e os destinos destes três poetas - que não foram apenas poetas, mas também espíritos muito lúcidos e profundamente interessados pelos problemas da Cultura -, e a despeito das inegáveis diferenças que os separam, muitos são, todavia, os pontos de contacto que ante a nossa atenção ganham relevo: Garrett tinha 26 anos ao publicar o poema Camões; Antero, 23, ao editar as Odes Modernas; e Pessoa, 26, ao lançar-se na aventura do Orpheu. Dir-se-ia, desde já, que há uma idade sobremodo propícia - ao redor dos 25 anos, no limiar, portanto, da maturidade - para se desempenhar, voluntariamente ou não, o papel de condottiere(2) literário. Por outro lado, morrem os três à volta dos 50 anos - Garrett com 55, Antero com 49, Pessoa com 47-, sem assistir nenhum deles à completa dissolução dos vanguardismos que tinham iniciado. Dir-se-ia, agora, que o Destino desejou poupá-los a semelhante espectáculo, ou impedir que eles próprios nele participassem. Muito mais importantes, porém, do que estes dados cronológicos são determinados aspectos íntimos, que por igual os caracterizam.
          Trata-se, com efeito, de três personalidades contraditórias, em cujo foro interior se debatiam antagónicas forças - as quais, por seu turno, dramaticamente se exprimiram nas obras respectivas e nas respectivas actividades. E - curiosa coincidência - acerca de todos eles se tem equacionado o problema da sinceridade, e mesmo, por abusiva confusão, o problema da coerência política. Se, como pretendia Paul Valéry(3), «grande homem é aquele que deixa, após si, os outros no embaraço», não há dúvida que Pessoa, Antero e Garrett foram igualmente, nesta perspectiva, «grandes homens». Nenhum deles trazia, na bandeja, e pronta a ser servida, uma verdade irrefutável.
David Mourão-Ferreira, «Pessoa antes de Orpheu e em Orpheu 1 », Nos Passos de Pessoa, 1.ª ed., Lisboa, Presença, 1988


Observações:
(1)            corifeu: mentor; guia,
(2)            Condottiere(italiano): chefe, guia;
(3)Paul Valéry: escritor francês(1871-1945)


B.  Resumo:
Resuma o excerto a seguir transcrito, constituído por cento e noventa e duas  palavras, num texto de sessenta e cinco.

Um indivíduo só é livre se pode desenvolver as próprias potencialidades no seio da sociedade. Ser livre não significa apenas não ter medo, poder expressar a própria opi­nião sem temer represálias. Também significa conseguir que a sua opinião pese realmente nos assuntos de interesse comum e seja requerida pela socie­dade como contribuição necessária. Liberdade é plenitude de vida. Não sou livre se, dispondo de uma capaci­dade intelectual que pode produzir cem, vegeto numa ocupação onde rendo somente dez. No mundo actual é mais livre o profissional que trabalha de manhã à noite, dando-se totalmente aos seus doentes, aos seus alunos, aos seus clientes, que o solicitam confiando no seu juízo e na sua ciência. É mais livre o político, o sindicalista, o escritor que se enrola numa causa que transcende a sua própria pessoa.

O maior risco que corre hoje a liberdade é que a maioria dos homens é induzida a identificá-la com um estado de subordinação, de tranquila sujeição, de evasões periódicas controladas, a que a sua vida parece reduzir-se inexoravelmente. Só dando significado à vida de todos numa sociedade plural defenderemos de modo não ilusório a liberdade de cada um.
Michele Abbate, Liberdade e Sociedade de Massas (adaptado)

C -  Resuma o excerto a seguir transcrito, constituído por duzentas e seis palavras, num texto de setenta.
   
 A camada de ozônio que envolve o nosso planeta é como um manto que protege os seres vivos dos raios ultravioletas. Pois bem, em 1982, os cientistas descobriram um buraco na camada de ozônio sobre a Antártida. E este buraco vem aumentando de forma alarmante durante os últimos anos.

Comprovou-se que a destruição da camada de ozônio se produz pela libertação de alguns gases, como o monóxido de carbono, o dióxido de carbono e os gases clorofluorcarbonatos utilizados em aerossóis e circuitos de refrigeração dos frigoríficos.

Se o processo de destruição da camada de ozônio continuasse, desencadear-se-ia um conjunto de fenômenos de consequências catastróficas para a Humanidade, sendo os principais os seguintes:
1. A temperatura da Terra aumentaria vários graus, de modo que o gelo das calotas polares fundir-se-ia e aumentaria o nível dos mares. Em conseqüência, as povoações costeiras ficariam submersas.
  2. As radiações ultravioletas chegariam à superfície terrestre com maior intensidade e, em consequência, aumentariam espetacularmente os casos de cegueira e de cancro da pele. Por tudo isto, urge limitar o fabrico e o uso industrial ou doméstico dos gases causadores da degradação da camada de ozônio. De outro modo, a Humanidade ver-se-á sujeita a um desastre ecológico só comparável a uma guerra nuclear.


D -  Texto com  164 palavras, faça o resumo com 45 palavras.
O advogado brasileiro Rodrigo Moreto Cubek foi preso na tarde de ontem na principal mesquita do Paquistão, a Faisal, por perturbar as tradicionais orações que aconteciam naquele dia. Ele deve ficar detido até segunda-feira.
Cubek, de cerca de 30 anos, estava com o visto vencido e disse ter visitado as cidades de Quetta (Baluquistão) e Peshawar ("capital" das áreas tribais do país). Como são cidades cheias de extremistas islâmicos, isso levantou a suspeita da polícia, que afirmou que está investigando seu itinerário.
O paranaense de Curitiba tentou entrar na área reservada a muçulmanos na mesquita. Gritou palavras sobre a Virgem Maria --na sexta foi comemorado o dia de Nossa Senhora de Fátima. A funcionários da Embaixada do Brasil, disse que "queria ter uma discussão religiosa".
Isso é ofensa gravíssima neste país, em que há leis severas para o que é considerado blasfêmia. Mas após conversa com o embaixador brasileiro no Paquistão, Alfredo Leoni, a polícia concordou em não enquadrá-lo inicialmente sob essa acusação.
Folha.com. 14/05/2011


E - Resuma o excerto a seguir transcrito, constituído por trezentas e trinta e sete palavras, num texto de cento e duas.

As duas primeiras décadas do século XX registram, na Europa, a crise do capitalismo e o nascimento da democracia de massas. A burguesia tem consciência do perigo que representa, para ela, a revolução socialista.

Por outro lado, uma inédita revolução científica, que rompeu barreiras de tempo e espaço, pro­duz um grande e geral estado de euforia e crença no progresso. Surgem, no início do século, os seguintes eventos: o telégrafo, o automóvel, a lâmpada elétrica, o telefone, o cinema, o avião.
A máquina se faz presente em todos os momentos da vida. Viver confortavelmente e aproveitar o presente são preocupações fundamentais da época. A esse início do século XX, dá-se o nome de belle époque.

Em 1914, tem início a Primeira Guerra Mundial, que terminaria em 1918. O conflito, que envolveu praticamente o mundo inteiro, gerou enorme descontentamento e a descrença em relação aos siste­mas políticos, sociais e filosóficos até então vigentes. O homem que viveu a guerra questiona os valores do seu tempo. O período de segurança, confiança no futuro e euforia tinha terminado.

Onze anos depois, o mundo vai enfrentar a tremenda crise econômica de 1929, da qual resul­tará a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Nesse ligeiro período de entre guerras, assiste-se aos "anos loucos", fase marcada principalmente pela ânsia de "viver freneticamente". Aproveitar o "hoje e o agora " tornaram-se necessidade. A guerra tinha lançado no espírito humano a incerteza sobre a permanência e a duração da paz.

Essa busca de novidades, no entanto, não se restringe tão-só à área da produção de manufaturados. Também nas artes se verifica uma busca desenfreada do novo, um desejo de ruptura com o passado e um sonho com um futuro maravilhoso, rico em promessas. Essas tendências vão receber o nome genérico de vanguarda. Assim, pode-se dar o nome de vanguarda a qual­quer movimento, dentro do século XX, que se caracterize pela rebeldia e pela rejeição sistemática do passado. Entre os movimentos de vanguarda do século XX, destacam-se o Futurismo, o Dadaísmo, o Cubismo, o Surrealismo e o Expressionismo.

Fabiane in http:Ilwww.geocities.com/ParislMetro/771 9/vanguarda. Html


F. Texto com aproximadamente 455 palavras, resuma-o para 100.
Esta sexta-feira 13 não teve nada de assustador para uma turma de estudantes brasileiros viajando por Los Angeles. Exceto o terror da ansiedade, a premiação da maior feira de ciências do mundo foi generosa aos alunos, que faturaram quase 20 prêmios --desde US$ 500 até US$ 60 mil em bolsas.
A delegação brasileira, formada por 18 projetos, foi escolhida para participar desse evento, o de maior prestígio do mundo na área, durante duas feiras de ciência nacionais, a Mostratec (em Novo Hamburgo, RS) e a Febrace (em São Paulo). Talvez você se lembre das visitas que o Folhateen fez a esses encontros científicos, nos últimos anos.
A Isef, feira internacional de Ciências e Engenharia organizada pela Intel, reúne anualmente cerca de 1.500 estudantes de mais de 60 países. Boa parte dos alunos vem dos EUA, como era de se esperar, mas há estudantes de cantos distintos como China, Costa Rica e as divertidíssimas garotas da Arábia Saudita (sim, elas comemoravam fazendo aquele som curioso com a garganta, tipo "ululululululai!").
Os projetos também prezavam a variedade de tema, além da geográfica. Havia, é claro, pesquisas específicas envolvendo cálculos complexos e gráficos ininteligíveis ao público leigo. Em alguns casos, o esforço dos bem-intencionados alunos de explicar teorias ao repórter falharam.
Mas parte dos trabalhos levados a Isef eram de áreas nem sempre englobadas quando se fala de "ciência". Eram os projetos nas ciências humanas, como psicologia. O Brasil estava bem representado nessas áreas com pesquisas em hábitos alimentares e em deficit de atenção, para citar dois dos premiados.
Além dos estudos --que exigiram disposição dos estudantes para explicar os projetos às vezes para mais de dez jurados durante um dia todo, de pé--, os rapazes aproveitaram a viagem para o descanso merecido após meses de pesquisa. O cronograma oficial do evento incluía uma visita noturna a um parque de diversão fechado exclusivamente para as delegações.
Entre os visitantes, que conferiram os projetos durante horários específicos nesta semana, o comentário padrão era de que "Nossa, como eles sabem de tanta coisa? Eu, com a idade deles, só pensava em ir ao cinema". Mas os professores e cientistas presentes no evento explicaram: "Alunos de ensino médio são capazes de pesquisar como gente grande".
Os garotos brasileiros, e também o restante dos participantes, embasam essa visão. Voltam para casa não só com milhares de dólares, mas com pesquisas que ainda querem aprofundar e, por que não, patentear. Isso em termos de "achievements", como tanto se diz por aqui, nos EUA. Mas a bagagem desses rapazes vem mais pesada do que isso --traz amigos, a primeira viagem internacional de muitos deles, a satisfação pessoal e uma carreira que já começa com o brilho de quem vai longe.


G.   O texto abaixo possui aproximadamente, 897 palavras, resuma-o em  180.

Genebra - O governo brasileiro destina uma das menores proporções de seu orçamento à saúde no mundo, inferior à média africana, e o setor no País ainda é pago em grande parte pelo cidadão. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) que nesta sexta-feira, 13, apresentou um raio-x completo do financiamento da saúde e escancarou uma realidade: o custo médio da saúde ao bolso de um brasileiro é superior à média mundial. Segundo os dados, famílias brasileiras ainda destinam mais recursos para a saúde que o próprio governo. Em termos absolutos, o governo brasileiro destina à saúde de um cidadão um décimo do que europeus destinam aos seus.
O raio-x é apresentado às vésperas da abertura da Assembléia Mundial da Saúde, em Genebra, e que terá a presença de ministros de todas as regiões para debater, entre outras coisas, o futuro do financiamento ao setor.
Dados da OMS apontam que 56% dos gastos com a saúde no Brasil vem de poupanças e das rendas de pessoas. O número representa uma queda em relação a 2000. Naquele ano, 59% de tudo que se gastava com saúde no Brasil vinha do bolso de famílias de pacientes e de planos pagos por indivíduos.
Mesmo assim, a taxa é considerada como uma das mais altas do mundo. Dos 192 países avaliados pela OMS, apenas 41 tem um índice mais preocupante que o do Brasil. A proporção de gastos privados no Brasil com a saúde é, em média, superior ao que africanos, asiáticos e latino-americanos gastam em média.
Para fazer a comparação, a OMS utiliza dados de 2008, considerados como os últimos disponíveis em todos os países para permitir a avaliação completa.
Um dos fenômenos notados pela OMS no País foi a explosão de planos de saúde. Há dez anos, 34% do dinheiro na saúde no Brasil vinha de planos. Em 2008, a taxa subiu para 41%. Um brasileiro gasta ainda quase duas vezes o que um europeu usa de seu próprio salário para saúde. Em média, apenas 23% dos gastos com a saúde na Europa vem dos bolsos dos cidadãos. O resto é coberto pelo estado.
A taxa de dinheiro privado na saúde no Brasil também é muito superior à media mundial, de 38%. No Japão, 82% de todos os gastos são cobertos pelo governo. Na Dinamarca, essa taxa sobe para 85%. Em Cuba, os gastos privados de cidadãos com a saúde representam apenas 6% do que o país gasta no setor.
Já países onde o sistema de saúde é praticamente inexistente, o cenário é bem diferente. No Afeganistão, 78% dos gastos com a saúde depende dos cidadãos. No Laos, a taxa chega a 82%, contra 93% em Serra Leoa.
Orçamento - Outro dado revelador para a OMS é a quantidade de recursos num orçamento nacional que é destinado à saúde, o que mostraria a prioridade política do governo em relação ao tema. A entidade alerta que é esse dado que revela quanto de fato um governo está preocupado com a saúde de sua população, e não os discursos políticos ou anúncios de novos programas. Nesse ponto, o Brasil está entre os 24 países que menos destinam recursos de seu orçamento para a saúde. Em 2008, 6% do orçamento nacional ia para a saúde. A taxa representou um salto real dos 4,1% em 2000.
Mas é menos da metade da média mundial. Em geral, a OMS descobriu que 13,9% dos orçamentos nacionais vão para a saúde. Nos países ricos, a taxa chega a 16,7%. No Canadá, ela é de 17%.
A proporção do orçamento nacional que vai para a saúde é ainda inferior à média africana, de 9,6%. Segundo a OMS, o governo brasileiro destina à saúde menos que o grupo de países mais pobres do mundo.
Em valores absolutos, o levantamento da entidade constata que os recursos para a saúde dobraram em dez anos no Brasil, somando gastos governamentais e privados. Por pessoa, a saúde no País consome o equivalente a US$ 875,00. Há uma década, esse valor era de apenas US$ 494,00.
Desse total, US$ 385 são arcados pelo governo, um valor dez vezes menor que o que gastam os governos da Dinamarca e Holanda com a saúde de cada um de seus habitantes.
Em Luxemburgo, o governo gasta 13 vezes mais que o brasileiro para cada um de seus habitantes. Quem mais destina recursos de seu orçamento à saúde é o principado de Mônaco, 17 vezes mais que o Brasil, cerca de US$ 5 mil.No outro extremo, o governo de Serra Leoa gasta US$ 7 por ano por pessoa. Em Mianmar, cada habitante recebe o equivalente a US$ 2.
Avanços - Apesar das constatações preocupantes em relação ao Brasil, os dados da OMS apresentam alguns avanços no País. O primeiro deles é de que o total gasto por privados e governos com a saúde aumentou de 7,2% do PIB em 2000 para 8,4% em 2008. A taxa ainda é inferior aos 11% em média destinado á saúde nos países ricos. Mas próximo da média mundial de 8,5%.
Outros avanços também são registrados. A expectativa de vida passou de 67 anos em 1990 para 73 anos, em 2009. Em geral, o brasileiro viva mais que a média mundial.
A morte de crianças com menos de um ano também desabou no País. Em 1990, eram 46 por cada mil crianças. Vinte anos depois, essa taxa caiu para 17. (Jamil Chade).

terça-feira, 29 de março de 2011

Exercícios sobre interpretação de texto

No País do Futebol

Segunda-feira – 14 horas – Juvenal Ouriço aproximou-se de um vendedor parado à porta de uma loja de eletrodomésticos e perguntou:

– Qual desses oito televisores os senhores vão ligar na hora do jogo?

– Qualquer um – disse o vendedor desinteressado.

– Não. Qualquer um não. Eu cheguei com duas horas de antecedência e mereço uma certa consideração.

– Pra que o senhor quer saber?

– Para já ir tomando posição diante dele. O vendedor apontou para um aparelho. Juvenal observou os ângulos, pegou a almofada que o acompanha ao Maracanã e sentou-se no meio da calçada.

– Ei, ei, psssiu – chamou-o um mendigo recostado na parede da loja – como é que é, meu irmão?

– Que foi? Perguntou Juvenal.

– Quer me botar na miséria? Esse ponto aqui é meu.

– Mas eu não vou pedir esmola.

– Então senta aqui ao meu lado.

– Aí não vai dar para eu ver o jogo.

– Na hora do jogo nós vamos lá para casa.

– Você tem TV a cores?

– Claro. Você acha que fico me matando aqui pra quê?

Juvenal agradeceu. Disse que preferia ficar na loja onde tinha marcado encontro com uns amigos que não via desde a final da Copa de 70. O mendigo entendeu. E como gostou de Juvenal lhe deu o chapéu onde recolhia esmolas. Juvenal, distraído, enfiou-o na cabeça.

– Não, não. Na cabeça não.

– Por que não?

– Já viu mendigo usar chapéu na cabeça? Deixe-o aí no chão. Sempre pinga qualquer coisa.

 

1. A escolha do título No País do Futebol justifica-se:

(A) pelo gosto de Juvenal por esse esporte tão popular no país.

(B) pelo encontro marcado com os amigos que não via desde a Copa de 70.

(C) pelo fato das lojas mostrarem o jogo pelos aparelhos que estão à venda.

(D) pelo encadeamento dos temas presentes no texto, entre eles, o do futebol.

 

2. A fala do personagem: "– Claro. Você acha que fico me matando aqui pra quê?" indica que

ele, ao ficar na rua, se encontrava em uma situação de

(A) doença.    (B) contravenção.    (C) trabalho.     (D) ócio.

 

3. "– Mas eu não vou pedir esmola." Ao dizer esta frase, Juvenal está negando uma interpretação

que o mendigo fez de uma ação sua. Esta ação foi:

(A) não ter comprado um TV a cores.  (B) ter-se sentado no meio da calçada.

(C) ter apontado para um dos aparelhos.  (D) ter resolvido ver ali o jogo.

 

4. Há uma relação de causa e conseqüência em:

(A) "E como gostou de Juvenal lhe deu o chapéu onde recolhia esmolas."

(B) "Deixe-o aí no chão. Sempre pinga qualquer coisa."

(C) "Você acha que fico me matando aqui pra quê?"

(D) "Juvenal, distraído, enfiou-o na cabeça."

 

5. Em uma das frases abaixo, o termo em destaque tem como antecedente outro termo que aparece no texto como um recipiente.

(A) Para já ir tomando posição diante dele.

(B) Disse que preferia ficar na loja onde tinha marcado encontro com uns amigos.

(C) E como gostou de Juvenal lhe deu o chapéu onde recolhia esmolas.

(D) Já viu mendigo usar chapéu na cabeça ?

 

6. A informação "segunda-feira – 14 horas" e o fato de Juvenal carregar uma almofada sugerem

que a cena corresponde:

(A) a uma simulação do futebol.   (B) a um jogo que ocorreria num feriado.

(C) ao fato de Juvenal ser um desocupado.

(D) ao fato de Juvenal ser mais pobre que o mendigo.

 

7. Com a precariedade do transporte coletivo, cada vez mais acentuada, a classe média adotou as peruas como alternativa de condução. Isso tem causado descontentamento entre muitos taxistas, que não aceitam a concorrência que julgam desleal. Não estranhemos, pois, que a categoria se manifeste denunciando os motoristas que, segundo os prejudicados, atuam ilegalmente.

 

A conjunção grifada no texto traduz idéia de

(A) explicação.  (B) adversidade.   (C) adição.  (D) conclusão.   (E) alternância.

 

8. Eu tinha sido criado num primeiro andar. Todo o meu conhecimento do campo fizera nuns passeios de bonde a Dois-Irmãos. E era com olhos deslumbrados que olhava então aqueles sítios, aquelas mangueiras e os meninos que via brincando ali. As divergências de meu pai com meu avô nunca permitiram à minha mãe fazer uma temporada no engenho.

 

O texto acima sugere

(A) a apreensão do mundo urbano por uma consciência rústica.

(B) a crítica do mundo rural pela consciência do civilizado.

(C) a revelação da natureza intocada pela civilização.

(D) o contraste entre dois universos culturais.

(E) a descoberta da usina por um menino de engenho.

 

9- Marque a seqüência   que completa  corretamente as lacunas para que os dois trechos a seguir sejam coerentes.

I- A visão sistêmica exclui o diálogo, de resto necessário numa sociedade ________ forma de codificação das relações sociais encontrou no dinheiro uma linguagem universal. A   validade dessa  linguagem  não  precisa  ser questionada, ________ o  sistema  funciona  na  base de imperativos automáticos que jamais foram objeto de discussão dos interessados.

(Barbara Freytag, A Teoria Crítica Ontem e Hoje, pág. 61, com adaptações)

 

a) em que – posto que            b) onde – em que           c) cuja – já que  

d) na qual – todavia        e) já que – porque


II-O fenômeno da globalização econômica ocasionou uma série ampla e complexa de mudanças sociais no nível interno e externo da sociedade, afetando, em especial, o poder regulador do Estado. _________________ a estonteante rapidez e abrangência _________ tais mudanças ocorrem, é preciso considerar que em qualquer sociedade, em todos os tempos, a mudança existiu como algo inerente ao sistema social.


a) Não obstante – com que               b) Portanto – de que           c) De maneira que – a que     

 

d) Porquanto – ao que            e) Quando – de que